Assunto da semana: O ‘Oscar do horário nobre’ tomando forma


O que já se sabe para o 71º Primetime Emmy

Eric McCandless/ABC via Getty Images/05.11.2018


Marcada para o domingo, 22 de setembro, a 71ª edição do Primetime Emmy começou a conhecer sua forma ainda em novembro do ano passado, quando a Academia de Televisão fechou a data do “Oscar do horário nobre americano”. Por quê a volta para um domingo? Única questão é que quando a NBC entra no rodízio de transmissões, como ocorreu em 2014 e 2018, a emissora prefere que ela aconteça numa segunda-feira, para não impactar suas transmissões do futebol americano da NFL. Nas mãos da FOX, a premiação tem o ônus de pegar a partida no escopo.
Em termos de forma, a concorrência dos Emmys com o Sunday Night Football é música velha cantada desde 2007. À caça de apresentador e equipe de produção, o 71º Primetime Emmy anunciou a separação da categoria de melhor coreografia em duas: coreografia em reality ou programa de variedades (terreno do Dancing with the Stars) e coreografia em programa roteirizado. Isso pega séries, minisséries, telefilmes e encenações de música clássica feitas por corpos de baile. É a coisa que mais interessa à emissora pública PBS, especialista no gênero.
Em telefilme, a Academia decidiu que nenhuma submissão da categoria deve ser inferior a 75 minutos. Isso é o óbvio uluante. O Emmy nunca trabalhou com telefilmes de uma hora (não confundir com minisséries). Trata-se apenas de uma terminologia burocrática, visando incrementar as submissões vindas de serviços de streaming. Irão disputá-las a tapa com as dos canais pagos tipo HBO e da PBS, emissora do Governo. Os Masterpieces da vida que se cuidem. E não é pelo fato de Roma, da Netflix, disputar 10 categorias do Oscar de amanhã, em Los Angeles.
A temporada televisiva americana 2018-2019 ainda está na metade e a loucura das submissões acabou antecipada. É compreensível que os integrantes dos estúdios e das emissoras estejam tomando alguma cautela para dar entrada nas papeladas de atuação, produção, direção, etc e tal. Não estamos falando de Emmys de jornalismo ou esporte, Estamos falando dos de horário nobre. Os que tem as séries, minisséries e telefilmes mais importantes. Os que tem reality de competição em uma única categoria. Os que se pontuam pelo politicamente errado. Até sábado.


Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (23/2)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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