Não há tempo para volta dos trajes típicos no Miss Brasil 2019


Coordenação de Sergipe insiste na besteira

Da redação TV em Análise

Miss Sergipe Be Enotion/Divulgação


Duas coordenações estaduais se apressaram em retomar desfiles de trajes típicos ou fazer coisa parecida para as etapas do Miss Brasil 2019 que estão sendo realizadas até o dia 20. O trabalho mais importante aconteceu no Pará, que definiu sua candidata na noite do sábado (9). Lá, o desfile de trajes típicos municipais foi mantido. Mas isso não quer dizer que todas as coordenações estaduais sejam obrigadas a produzirem os trajes típicos de suas candidatas para a final nacional, marcada para daqui a 27 dias, em São Paulo. Não há mais tempo para isso.
Em Sergipe, o coordenador Luíz Plinio caiu na besteira de produzir uma campanha para Ingrid Moraes, 24, ressaltando as festas juninas do Estado, achando que o Miss Brasil iria retomar os trajes típicos na 65ª edição. Pela aura sacra fames da Polishop, isso não passa. Não interessa a João Appolinário retomar esse tipo de evento. O que interessa à sua empresa é obrigar as misses a servirem ao lucro da companhia, sem ações na Bovespa. O segmento de trajes típicos fez parte do programa do Miss Brasil entre 1958 e 2014.
Desde 2015, só a vencedora do Miss Brasil tem direito a traje típico, mas para a disputa do Miss Universo. O país teve sua primeira vitória nesse segmento, em 1967, com a paulista Carmen Sílvia Ramasco. Na década de 1980, mais três premiações: em 1981, para a gaúcha Adriana Alves de Oliveira, eleita Miss Brasil pelo Rio de Janeiro, em 1987, para a mato-grossense Jacqueline Meirelles, eleita Miss Brasil pelo Distrito Federal, e 1989, para a baiana Flávia Cavalcanti, eleita Miss Brasil pelo Ceará. O país está ah 30 anos sem vencer a disputa de trajes típicos do concurso internacional.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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