Assunto da semana: Azyllo musical muito louco, louco mesmo!


Para que show de intervalo do Super Bowl?

Kevin Winter/Getty Images/03.02.2019


De música ruim já estamos cheios. A chatice do Maroon 5 no intervalo da partida decisiva do futebol americano profissional na noite do domingo (3) ultrapassou os limites da irritação ao telespectador americano. Não faltaram provocações a um show de músicas mais previsíveis que despacho da Carolina Lebbos para manter o Lula preso no dia do enterro do irmão. De música conhecida, a banda de Adam Levine, 39, só apresentou This Love, Moves Like Jagger e morreu por aí. Foi o supra sumo da decepção em termos de entretenimento. Enterrou o domingo.
Desde que comecei a acompanhar Super Bowl em 1990, na extinta Manchete, nunca vi coisa mais sem graça e chocra do que botar a música da semana retrasada. É a mesma coisa que dar bolo ao pessoal do Meio Norte para os aniversariantes de dezembro. Que coisa desagradável! Com os nomes pop pós-11 de setembro (caso do U2 em 2002) e a saliência do Justin Timberlake de 2004, os intervalos do Super Bowl patinam entre músicas do CSI (caso do The Who) e Justin Bieber sustentado por arames na performance do Black Eyed Peas, há oito anos. Madonna inclusa.
Sem a politização de Lady Gaga em 2017, o intervalo do Super Bowl de 2019, nas mãos do diretor Hamish Hamilton e do produtor Ricky Kirshner, se pautou na obviedade. Mostrou-se um evento pastoso, sem graça nenhuma, decepcionante. Um espetáculo tão deprimente quanto a incompetência tanto do New Englad Patriots quanto dos Los Angeles Rams de fazerem um jogo. Pareciam que estavam num rinque de hóquei no gelo ou queriam forçar o Julian Edelman a pedir música no Fantástico. Música para quê, ô cara pálida? O que faziam Travis Scott e Big Boi?
Feita para pautar a Globo no Rock in Rio, a apresentação do Maroon 5 no Super Bowl acabou esquecida dos trending topics do Twitter na manhã seguinte. Ninguém mais falava no show de horrores que se viu no nababaesco Mercedes Benz Stadium de Atlanta. Sua arquitetura é de obrigar o arquiteto do Templo de Salomão da Igreja Universal do Reino de Deus a marcar uma visita ao ortopedista. É uma lordose de dar dó em termos de engenharia. Mata do coração arqueólogos que tentarem visitar as ruínas do templo original, em Israel. Bom sábado a todos.


Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (9/2)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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