Militares de Bolsonaro cortam verbas oficiais do Grupo Globo após campanha de ataques a Flávio, filho do presidente, no JN


Medida contra empresas da famíglia Marinho ainda estão em fase de estudos

João Eduardo Lima
Editor e ciador dos blogs TV em Análise

Fotos Sérgio Lima/AFP/Getty Images/01.01.2019 e Sérgio Zalis/Rede Globo/Divulgação/19.06.2017


A Secretaria de Comunicação da Presidência da República (SECOM) decidiu tomar medidas drásticas contra o Grupo Globo na distribuição das verbas oficiais de propaganda durante a gestão do presidente Jair Bolsonaro, 63. O titular da pasta, Floriano Barbosa, anunciado recentemente, disse que está estudando as medidas cabíveis para punir financeiramente a Rede Globo, os jornais O Globo e Extra, a Editora Globo, o Sistema Globo de Rádio, a Globo.com e a programadora de TV paga Globosat.
Um ex-funcionário da TV Globo, o deputado federal eleito Alexandre Frota (PSL-SP), 55, deve apresentar um projeto de lei após sua posse, na próxima sexta-feira (1º/2), para acabar com o que ele chama de “farra” do Grupo Globo no setor. Embora tenha 35% da audiência nacional de TV aberta, a Rede Globo, na qual trabalhou de 1985 a 1988, ainda concentra 70% da verba governamental de TV aberta. Entre as programadoras de TV paga, a mesma hegemonia se verifica com a Globosat, mas em doses menores.
Nos meios jornal e revista, a hegemonia das verbas federais pertence aos grupos Folha e Abril, que editam a Folha de S. Paulo e a Veja, respectivamente. Frota quer acabar com a pornografia da Bonificação por Volume (BV), usada desde o golpe militar de 1964. A prática é endossada pelo Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) e também é adotada por governos estaduais e do Distrito Federal e prefeituras.
A retaliação da SECOM bolsonarista à Globo vem na esteira dos ataques repetidos do Jornal Nacional, do Fantástico, do Jornal da Globo e do canal de notícias GloboNews ao senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), 37, nas matérias sucessivas sobre as investigações do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, sobre movimentações atípicas de seu ex-assessor, Fabrício Queiroz. Queiroz trabalhou com Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, no período em que o filho de Jair Bolsonaro era deputado estadual.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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