Assunto da semana: Comédia e desrespeito a novo presidente


Adnet agrediu Bolsonaro no Tá no Ar da Globo

TV Globo/Reprodução/15.01.2019


Tanto para petistas quanto não petistas a esquete da Vila Militar do Chaves que o Tá no Ar (Globo, 3ª, 23h25, 14 anos) levou ao ar na última terça-feira (15) soou agressiva à dignidade do presidente da República, Jair Bolsonaro, 63. Com esse tipo de humor, Marcelo Adnet passou de todos os limites do respeito à família brasileira, apenas reforçando o viés oposicionista do Entretenimento e de parte do Jornalismo da Rede Globo de Televisão, os quais também vestem camisas da GloboNews, GNT e Multishow. Isso, nos 40 anos do “Ano 1 da Criança Brasileira”.
Com 19 dias de governo Bolsonaro, esse é o primeiro ataque direto da classe artística ao presidente recém-empossado, que já amarga aprovação de apenas 40%, de acordo com pesquisa Ipespe, contratada pelo banco de investimentos XP. Nesse mesmo período do governo Sarney após a morte de Tancredo Neves, em 21 de abril de 1985, o máximo que ocorreu foi uma banda carioca chamada Biquíni Cavadão lançar uma música chamada Tédio. Que poderia se chamar Depressão dada a aura de refazenda do luto que ainda se fazia. Com Collor, adeus poupanças.
A esquete de Adnet também é uma agressão gratuita ao SBT, que exibe Chaves na TV aberta desde 1984, mas noutra frente faz propaganda indireta de suas reprises no Multishow, que dão mais audiência que os humorísticos originais insossos que produz. Irrita as dezenas de militares que estão no primeiro e segundo escalões do governo Bolsonaro. A começar do general Santos Cruz, que já disparou contra a Globo e Adnet ainda num vídeo de apoio a Bolsonaro, em outubro passado. A temporada atual de Tá no Ar ainda estava em produção durante o período eleitoral.
Alguns de nossos leitores devem estar saudosos dos certificados de liberação da Censura Federal que iam ao ar antes de cada programa, indicando a classificação etária. O que quer Adnet com a Vila Militar do Chaves? Testar a impopularidade de Bolsonaro diante do pacote de balística para agradar a bancada da segurança pública, que reclama do ministério ter parado nas mãos do ex-juiz Sérgio Moro, “O Garoto do Fantástico”? Forçar Moro a iniciar estudos para implantação de um núcleo de Censura de Diversões Públicas no âmbito da Polícia Federal da Lava Jato? Até sábado.


Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (19/1)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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