As memórias que algumas candidatas levaram de Bangcoc na 67ª edição do Miss Universo, realizada há exatamente um mês


Histórias que as misses deixaram contadas nas suas contas de mídias sociais e imagens que fizeram historia para esperarmos dezembro

Da redação TV em Análise

TPN 2018 Co Ltd./Divulgação/06.12.2018
Sarah Rose Summers (USA) e Francesca Hung (AUS) na praia de Krabi: sorrisos para a história


Há exatamente 31 dias, o mundo assistia ao tetra campeonato filipino na disputa do título de Miss Universo. Catriona Elisa, Magnayon no seio materno filipina e Gray no berço australiano de Cairns, tão quente quanto o nordeste brasileiro, fez 104 milhões de filipinos pararem diante da televisão numa manhã de segunda-feira, dia útil e de negócios na Bolsa de Valores de Manila. As águas das 7.107 ilhas do arquipélago que deu ao mundo Gloria Diaz e Margarita Morań em 1969 e 1973 pareciam conspirar para que Catriona, finalista no Miss Mundo 2016, repetisse o mesmo roteiro de Michelle McLean, da Namíbia, um quarto de século antes.
Mais social que a 41ª e a 54ª edições, a 67ª do Miss Universo fez Bangcoc se refazer de um trauma que afligia a Tailândia: o de não classificar a candidata de casa entre as semifinalistas. Sophida Kanchanarin levou a Tailândia no coração e ficou entre as 20 e depois entre as 10 semifinalistas para os desfiles de trajes de banho e trajes de gala. A farta torcida, apesar de estar em menor número se comparada à filipina, fez parte de seu show, como diria Cazuza (1958-1990). Foi à catarse quando Steve Harvey anunciou a candidata do país-sede classificada no grupo de África, Ásia e Oceania.
Se em 1992 internet era experimento de laboratório e 2005 já era uma realidade, as redes sociais a empestearam no Miss Universo 2018. A Miss Universe Organization fez o que pôde para patrulhar as mídias das 94 competidoras. O possível e o impossível. Durante os 20 dias que antecederam o concurso, contas de Instagram superaram as do Facebook e Twitter nas postagens de candidatas e coordenações nacionais. Histórias foram contadas a fãs até que um drama apareceu: o da serra-leonesa Marie Esther Bangura, 21, que penou em aeroportos para pegar um voo para o Aeroporto Suvarnabhumi. E lá chegou, mas não mais como competidora. Se reduziu à claque.
A alegria de H’Hen Nie era patente ao fazer o Vietnã fazer história: pela primeira vez, desde que sediou o concurso, em 14 de julho de 2008, com uma certa Lady Gaga inclusa, uma vietnamita ia longe em uma edição do Miss Universo. Sua classificação entre as cinco finalistas foi a melhor colheita que o país teve do legado do Miss Universo 2008. De coadjuvante, o Vietnã de Nie passou a protagonista. Situação oposta à vivida pélo Brasil de Mayra Benita Dias, 27, que parecia estar no concurso errado. Porntip Nakhirunkanok e suas comparsas de Comitê de Seleção, as Bandidas da Falange, esqueceram da gravidade ambiental da poluição dos oceanos, que já ameaça praias tailandesas. Da mesma forma, usaram seu senso para enxotar a transexual espanhola Angela Ponce das classificadas. Assim mesmo, Angela (nascido Ángel Ponce Camacho) arrancou do peito a faixa de miss Espanha. E recebeu uma ovação que entrará para a história a ser contada às futuras gerações daquela manhã ensolarada de 17 de dezembro de 2018, na IMPACT Arena.
Bangcoc já se despediu do circo do Miss Universo, bem como suas candidatas, jurados e pessoal de apoio. Ao Brasil, deixou o alívio imediato de superar os recordes anteriores de sete classificações consecutivas, obtidos entre 1954 e 1960 (com três segundos lugares e um quinto lugar) e 1967 e 1973 (com nossa última vitória, da baiana Martha Vasconcellos, um segundo lugar e um quinto lugar). Para Seul, no dia 15 de dezembro, a esperança de ver a sucessora de Mayra Dias vencer o Miss \Universo 2019 se renova. Até lá, as coordenações municipais, estaduais e nacional do concurso terão feito a sua parte. Resta saber com que embalagem será mandada à Coreia do Sul, que vive uma reaproximação histórica com o Norte comunista, da dinastia Kim, no poder desde 1949;
Por aqui, o TV em Análise Críticas conclui sua missão editorial em relação ao Miss Universo 2018, ciente que deu aos leitores uma cobertura isenta, livre e independente. Foram mais de 300 matérias dedicadas ao certame. Para o Miss Universo 2019, o trabalho já começou. Dias avaliações parciais já foram publicadas. E outras estão a caminho. Nosso foco agora são as avaliações parciais do Miss Brasil 2019 e as que restam do Miss USA 2019. Permaneceremos atentos à definição das sedes dos dois concursos nacionais. Da mesma forma que fazermos desde 2012 nas sedes do Miss Universo. Seul nos espera.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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