Em cinco dos nove anos de SBT, o Miss Brasil teve gravações externas de biquíni e abriu caminho para a itinerância de sede


Sete Estados e um território receberam porção do concurso que definia semifinalistas

Da redação TV em Análise

Manchete/Arquivo pessoal Deise Nunes/Agência RBS/Diário Gaúcho
A última classificada nesse sistema a ficar entre as semifinalistas do Miss Universo foi a gaúcha Deise Nunes, vencedora do Miss Brasil, em 17 de maio de 1986


Entre 1982 e 1987, o SBT fez gravações externas do Miss Brasil fora de São Paulo para dar visibilidade a alguns Estados que se mostravam interessados em expor seus potenciais turísticos. No primeiro ano oficial do Miss Brasil  no SBT, 1982, ocorreram gravações externas em praias de três Estados – Ceará, Rio Grande do Norte e Alagoas e no então território federal de Fernando De Noronha, incorporado a Pernambuco pela Assembleia Nacional Constituinte de 1987-88.
Em 1984, as externas de biquíni da 31ª edição do Miss Brasil, realizada no dia 9 de julho, foram gravadas em parte das 42 praias de Florianópolis. Belém e a ilha de Marajó receberam esse segmento em 1985. Em 1986, foi a vez de Vitória, capital do Espírito Santo, receber as externas que aparentemente decidiriam o top 12 do Miss Brasil. Na prática, ocorria uma preliminar no teatro do Carandiru para definir as classificadas.
Natal, capital do Rio Grande do Norte, foi a última cidade a receber as externas de biquíni que definiram as 12 semifinalistas. Repetiu em março de 1987 o feito de ter sediado essa porção cinco anos antes. Em apenas três oportunidades, a vencedora do Miss Brasil saída desse sistema de classificação, se classificava entre as semifinalistas do Miss Universo. Coincidentemente, essa foi a época em que as classificações brasileiras no Miss Universo começaram a escassear até minguar para duas classificações nos anos 1990. Até o fechamento desta reportagem, ainda não haviam informações sobre que Estado recebeu a parte de externas de biquíni do top 12 do Miss Brasil 1983.
As externas de biquíni do Miss Brasil em boa parte dos anos do SBT deixaram de legado para a atual direção do concurso a decisão de tornar a sede do concurso itinerante a partir de 2017. O modelo serviu de inspiração para a sede de Ilhabela e a subsede de Mangaratiba, na costa verde fluminense, em maio do ano seguinte.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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