Parceria com Polishop para misses está dando prejuízo à Band


Emissora deixou de faturar R$ 30 milhões em 2018 com transmissões de concursos

Da redação TV em Análise

Organização Miss Brasil Universo/Divulgação/22.05.2018


Antes tido como joia da coroa, o projeto de transmissões de concursos de misses está trazendo prejuízos qio invés de lucros para a Rede Bandeirantes. Fontes do departamento comercial da emissora informaram ao TV em Análise Críticas que o Projeto Miss representou um rombo de R$ 30 milhões aos cofres da emissora.A Band, refém das práticas da Polishop desde 2016, não vendeu uma cota comercial dos concursos de misses que transmitiu em 2018 – duas edições do Miss São Paulo, uma do Miss Brasil e uma do Miss Universo. Nesta última, a Band não pôde vender nenhuma cota de patrocínio. Se sentiu impedida de mandar equipe de reportagem para acompanhar a rotina das candidatas em Bangcoc, cidade que recebeu a 67ª ediçãodo concurso internacional de beleza, na manhã de 17 de dezembro.
Uma das fontes da Band revelou que a Polishop está ficando com todo o dinheiro que a Band deveria ter investido nos últimos três anos no aprofundamento das coberturas dos concursos estaduais, nacional e internacional, no aprimoramento das coordenações estaduais e na formação e um banco de memória que contaria com a colaboração de famílias de misses que já morreram. Todo o investimento foi perdido com a transferência dos ativos do Miss Brasil para a empresa comandada por João Appolinário, 58.
A Band detém os direitos de transmissão do Miss Brasil e do Miss Universo desde 2003 e dos concursos estaduais desde 2004. Em 2010, chegou a formar uma empresa de eventos, a Enter, que fechou as portas em janeiro de 2016 após a venda do Miss Brasil para a Polishop. Em 2015, a Band se viu envolvida em meio a uma série de escândalos que abalaram a credibilidade das coordenações estaduais do Miss Brasil. Com a Polishop no comando, foram trocadas as coordenações de Alagoas, Amapá, Amazonas, Distrito Federal (por duas vezes), Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro (duas vezes), Rio Grande do Sul, Roraima, Sergipe e Tocantins. Em três anos, a empresa trocou 48,14% das coordenações estaduais da franquia brasileira do Miss Universo, junto com a IMG.
A reportagem do Críticas não conseguiu retorno da assessoria da Band sobre o prejuízo financeiro causado pelo Pirojeto Miss. A assessoria da Polishop informou, através de nota, que o Miss Brasil rendeu faturamento à emissora que o transmite e “deu visibilidade às candidatas que (dele) saíram vencedoras”. O que a Polishop não explica, no entanto, é como o Miss Brasil fez suas candidatas sumirem da mídia em tão pouco tempo.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Força da Grana, Nossas Venezuelas, Projetos especiais, Todas as Venezuelas do mundo e marcado , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s