EXCLUSIVO: Donald Trump compareceu a 77,77% das edições do Miss Universo nos 18 anos em que administrou o concurso


Atual presidente faltou a concursos de Nicosia, Bangcoc, Nha Trang e São Paulo

Da redação TV em Análise

Alexander Nemenov/AFP Photo/09.11.2013


No comando dos Estados Unidos deste 20 de janeiro de 2017, o presidente americano Donald Trump, 72, deu uma de Tim Maia na posse do presidente brasileiro Jair Bolsonaro, 63, na tarde desta terça-feira (1º), em Brasília. Para a capital federal, mandou Mike Pompeo, 55, secretário de Estado e ex-diretor da CIA, a agência central de inteligência do governo americano. Em quatro dos 18 anos em que esteve no comando da Miss Universe Organization, Trump também agiu assim. Deu cano na 49ª edição, realizada em Nicosia (Chipre), no dia 13 de maio de 2000. Repetiu o mesmo na 54ª edição do concurso, em Bangcoc, no dia 31 de maio de 2005. E assim também o foi nos dias 14 de julho de 2008, em Nha Trang, e 12 de setembro de 2011, em São Paulo. Só nesta ocasião, Trump alegou viagem de negócios.
Se Trump não sabe, Tim Maia (1942-1998) era aquele cantor brasileiro que vivia faltando aos shows para os quais era contratado. Soltava pérolas como “a Vitória Régia é a única gravadora que trabalha depois das nove da noite”. No tempo em que esteve à frente do Miss Universo, Trump foi o oposto do intérprete de Me Dê Motivo: compareceu a 77,77% das 18 edições do concurso por ele promovidas. Fora dos Estados Unidos, Trump esteve em Chaguaramas, Bayamón, San Juán, Quito, Cidade do México, Nassau e Moscou. Só viajava para onde lhe convinha e de acordo com seus interesse de negócios.
Nos 22,22% de faltas que Trump teve nas edições do Miss Universo, todas fora dos Estados Unidos, ele não deu justificativas para as faltas em Nicósia e Bangcoc. Para Nha Trang, mandou o filho, Donald Trump Jr., 41, lhe representar como jurado.
Trump assumiu o comando da Miss Universe Inc. em outubro de 1996 e a renomeou para Miss Universe Organization antes da 47ª edição do concurso, realizada em Honolulu, na tarde de 12 de maio de 1998. Vendeu-a à WME/IMG (atual Endeavor) no dia 14 de setembro de 2015 por US$ 28 milhões para se dedicar integralmente à campanha. Antes de Trump, o Miss Universo foi propriedade da Pacific-Mills, Kayser Roth, Gulf+Western, Madison Square Garden Entertainment e Procter & Gamble entre 1952 e 1995.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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