Crivella, Bolsonaro, Isadora Williams, lixo da Globo e a Comlurb


Sugere-se à nossa patinadora artística ser gari e coletar os detritos no número 22 da rua Von Martius, no Jardim Botânico

João Eduardo Lima
Editor e criador dos bloos TV em Análise

Marcelo Camargo/Agência Brasil


No parlatório do Palácio do Planalto, em Brasília, o presidente empossado Jair Bolçsonaro, 63, fez uma colheita de sugestões ao Grupo Globo. Na primeira delas, recriar a Censura Federal para desespero de atores e autores dos Estúdios Globo, sediados em Jacarepaguá. Na segunda, Mito sugere à patinadora artística Isadora Marie Williams, 22, natural de Marietta (região metropolitana de Atlanta) e brasileira no sangue do ventre materno, uma missão humilhante: servir de gari na Comlurb, a companhia de limpeza urbana do município do Rio de Janeiro, onde a Globo já aparece sediada antes mesmo de se chegar ao Hospital da Lagoa, perto do Jardim Botânico.
No primeiro dia de 2019, o Messias de Bolsonaro emitiu alertas contra a Artplan, parceira da Globo na organização do Rock in Rio. Chamou de “infames” Barão Vermelho, Lady Gaga, Katy Perry do American Idol. Halsey, Cazuza (no céu, pro dia nascer feliz e morrer sombrio e chuvoso no Planalto Central), Dinho Ouro Preto e seu Capital Inicial (apesar do vocalista ter geito selfie com o então juiz e agora superministro Sérgio Moro), Chico Buarque, Metallica, Roger Walter, João Donato e Caetano Veloso, para não encompridar ainda mais a coisa. Mandou Freddie Mercury de volta às trevas. Inclusive sua cinebiografia com o Rami Malek do Mr. Robot, que lhe dera Primetime Emmy.
Em meio à rapsódia chromeskulliana que se produziu após a primeira dama, Michelle Bolsonaro, 38, ter laudado os bolsominions que estavam na claque com a “lição de sobrevivência”, também estavam recados de rancor contra a Venezuela de 23 títulos internacionais de beleza, sendo sete de Miss Universo. Apesar de atacar o bolivarianismo, Bolsonaro aceitou que o presidente da Bolívia, Evo Morales, 59, fosse à sua posse e estivesse na fila de cumprimentos após receber a faixa do ladrão MiShell Temer. MiShell e não Michel, por causa da entrega do pré-sal à Chevron, ExxonMobil, Total, et caterva. Alias. falando em Total, o Macron mandou representante à posse do Bozo?
Em síntese, a sugestão de Bolsonaro ao prefeito Marcelo Crivella (PRB), 61, desafeto da famíglia Marinho e bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, soa-lhe oportuna após a dissolução do Ministério do Esporte em Alka Seltzer, junto com os da Cultura e do Trabalho. O Brasil de Isadora Williams, a partir de amanhã, será um país de dureza, sofrimento, sofreguidão e entrega à própria sorte. Atenção senhores pais: A próxima atração contém cenas de trabalho degradante em ambiente insalubre. Ave Marie.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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