Desempenho de brasileiras nos quatro principais concursos de beleza do mundo é melhor no Miss Terra que no Miss Universo


Em 17 participações, país classificou mais de 64% das candidatas que enviou

Da redação TV em Análise

Fotos Romeo Gacad/AFP/Getty Images/17.10.2004 e Joel Nito/AFP/Getty Images/21.10.2004
Vitória de Priscilla Meirelles em 2004 foi uma mostra desse novo comportamento


O ciclo do Miss Universo 2018 acabou, mas ficaram alguns números positivos e negativos para o desemepenho do Brasil nos quatro maiores concursos de beleza do mundo. Embora seja o mais importante e o único a ser televisionado no país, o Miss Universo não é o concurso que dá melhor desempenho para as candidatas brasileiras. De acordo com um levantamento do TV em Análise Críticas, o Miss Universo, que tem presença brasileira desde 1954, teve até 2018 um aproveitamento de 57,81% em 64 participações.
No big 4, o Brasil tem mais vantagem no Miss Terra. Em 17 participações, iniciadas junto com o certame, em 2001, o país tece aproveitamento de 64,70% com suas 11 classificações. No Miss Beleza Internacional, com presença do Brasil desde 1960, o aproveitamento cai para 49,12%. Em pior situação está o Miss Mundo. Desde 1958, o país teve apenas 27 classificações em 59 participações (aproveitamento de 45,76%)

O DESEMPENHO DO BRASIL NOS CONCURSOS DO BIG 4
Concurso Classificações Títulos Partici. Aproveitamento %
Miss Universo 37 2 64 57,81
Miss Mundo 27 1 59 45,76
Miss Internacional 28 1 57 49,12
Miss Terra 11 2 17 64,70

No total, o Brasil tem seis títulos nos concursos do Big 4. O último foi conquistado pela amazonense Larissa Ramos, em 22 de novembro de 2009, ao vencer o Miss Terra. Esse concurso e o Miss Universo são os maiores carreadores de títulos para o país, com dois cada. O país tem um título cada no Miss Mundo e no Miss Beleza Internacional.
Se considerada apenas a década de 2010, o Brasil está em melhor situação no Miss Universo, onde tem 80% de aproveitamento, com as oito classificações consecutivas obtidas desde 2011, quando o concurso ocorreu em São Paulo. Em ordem decrescente de desempenho estão o Miss Mundo, Miss Terra e Miss Beleza Internacional até 2018. Os números apresentados compreendem a década cheia e só serão finalizados após o ciclo de 2019

O DESEMPENHO DO BRASIL NOS CONCURSOS DO BIG 4 NOS ANOS 2010(*)
Concurso Classificações Títulos Partici. Aproveitamento %
Miss Universo 8 0 9 80
Miss Mundo 7 0 9 70
Miss Internacional 5 0 9 50
Miss Terra 6 0 9 60
(*)Até 2018

Televisão é tudo

Embora as mídias sociais tenham tido um papel preponderante na exposição das candidatas brasileiras aos principais concursos internacionais, é na televisão que está o principal peso para agregar mídia. O contrato da Band com o Miss Universo tem sido o fator mais motivador para a indústria de concursos de misses sobreviver no Brasil. Mas não é tudo. Muitos coordenadores de concursos do Big 4 reclamam da desatenção que seus certames recebem da mídia tradicional. E com razão. No Brasil, o Miss Terra e o Miss Beleza Internacional seguem marginalizados na grande imprensa. Comportamento totalmente oposto ao denotado no Miss Mundo Brasil, recriado em 2006 após uma cisão de missólogos paranaenses com a Gaeta Promoções e Eventos, dona da concessão do Miss Beleza Internacional e, até 2011, do Miss Universo para o Brasil ao lado da Band.
Ensaios de nudez de candidatas estaduais em revistas masculinas, exposição em realities e programas de fofocas após Joseane Oliveira deram novo ânimo ao Miss Brasil nos anos 2000, três anos após a música da Rita Lee, de tom babaca e apocalíptico, cheio de asneiras. Algo do futurismo idiota da “ovelha negra do rock” fez sentido. E assim o foi até Joseane invadir as telas da Rede Globo e de pay-per-view e pautar redações a partir de março de 2003. O momentum brasileiro no Miss Universo voltava a dar as caras.
Cria da Band, a manauara Priscilla Meirelles de Almeida ficou na quinta colocação da 50ª edição do Miss Brasil, realizada em 15 de abril de 2004. Vencera o Miss Globo Internacional no ano anterior, na Albânia. Foi reaproveitada pela coordenação estadual de então do Miss Brasil no Amazonas para um concurso já dissolvido que credenciava a representante brasileira no Miss Terra. Salvou o ano de 2004 de uma desgraça maior causada pelas desclassificações de Fabiane Niclotti no Miss Universo, Iara Coelho no Miss Mundo e Grazielli Massafera no Miss Beleza Internacional. A Grazi das novelas globais. Sua vitória no Miss Terra, realizado em Manila, foi destaque no Jornal da Band.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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