Eleição de Catriona Gray interrompe sequência de quebras de jejuns longos de títulos no Miss Universo vigente desde 2014


Última a fazê-lo foi a sul-africana Demi-Leigh Nel-Peters, que encerrou uma seca de 39 anos

Da redação TV em Análise

Patrick Gray/AFP/Getty Images/26.11.2017


A eleição da filipina Catriona Gray, 24, como Miss Universo 2018 na manhã da segunda-feira (17), em Bangcoc, interrompeu uma série de quebras de jejuns longos de títulos de Miss Universo que vinha acontecendo desde 2014, quando Paulina Vega encerrou em Miami um hiato de 56 anos sem títulos para a Colômbia. Em 2015, em Las Vegas, Pia Wurtz\bach tirou as Filipinas de uma seca de 42 anos sem títulos.
Em 2016, Iris Mittenaere tirou a França do jejum mais longo de títulos de Miss Universo, que se arrastava havia 63 anos. A vitoria de Mittenaere em Manila estimulou outra quebra de jejum longo, em 26 de novembro de 2017. Demi-Leigh Nel-Peters tirou a África do Sul de uma seca de 39 anos sem títulos. Antes de sua vitória em Las Vegas, o melhor resultado de uma sul-africana no Miss Universo tinha sido o terceiro lugar de Cindy Nell em 2003, na Cidade do Panamá. A conta inclui o período em que o país foi suspenso do Miss Universo em função do regime segregacionista do apartheid, entre 1985 e 1994. Entre 2005 e 2015, a África do Sul teve outras seis classificações entre as semifinalistas do Miss Universo.
Desde o início dos anos 2010, apenas dois países fizeram quebras de jejuns de títulos do Miss Universo superiores a 10 anos. Em 2010, com Ximena Nacarrete, o México saiu de uma seca de 19 anos sem títulos. Em 2012, os Estados Unidos quebraram uma sequência de 15 anos sem títulos com Olivia Culpo, apesar das irregularidades comprovadas em sua eleição. Ambas quebraram esses jejuns para seus países em Las Vegas. As menores quebras de jejuns de títulos na década foram as das Filipinas, com Catriona, em 2018, que encerrou um jejum de três anos sem títulos, e da Venezuela, em 2013. Em Moscou, Maria Gabiela Isler encerrou um hiato de quatro anos sem títulos para o país sul-americano.
A vitória de Catriona em Bangcoc aumentou o sofrimento das torcidas dos 15 países que estão com maior jejum de títulos de Miss Universo. O mais longo continua sendo o do Peru, que entrará para o ciclo do Miss Universo 2019 com um jejum de 62 anos sem títulos. O quadro detalhado dos principais jejuns de títulos do Miss Universo está na tabela abaixo

OS 15 MAIORES JEJUNS DE TÍTULOS NO MISS UNIVERSO PARA 2019
Catriona aumentou o sofrimento de peruanos, alemães, argentinos, gregos brasileiros…
País Ano do último título Tempo de jejum (em anos)
Peru 1957 62
Alemanha 1961 58
Argentina 1962 57
Grécia 1964 55
Brasil 1968 51
Líbano 1971 48
Espanha 1974 45
Finlândia 1975 44
Israel 1976 43
Nova Zelândia 1983 36
Suécia 1984 35
Chile 1987 32
Tailândia 1988 31
Holanda 1989 30
Noruega 1990 29

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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