Assunto da semana: Asas voaram antes de indicações ao SAG


Entre angels e atores, a esculhambação está formada

Timothy A. Clark/AFP/Getty Images/08.11.2018


Ficaria impossível tratar de um único assunto no texto desta semana, dada a profusão de escolher entre o desfile oblíquo das lingeries milionárias da Victoria’s Secret e as indicações a granel do Screen Actors Guild Awards, em sua 25ª edição. Esquece. É a mesma música da Lady Gaga da semana passada. Viro a página para o Victoria’s Secret Fashion Show, que a TNT estreou na segunda-feira (10), oito dias após a veiculação na ABC americana. Mais rápido que viatura da Polícia Federal para pegar político ladrão e corrupto, seja de que matiz ideológica for.
Abre com a música do Rei do Show (This is Me), cantada por uma atriz dos teatros da Broadway. Não sei a que ponto o diretor Hamish Hailton se dá ao trabalho de se dar conta que dirige um especial ou se mete a editor onde não é chamado. Não acho que Hamish de transmissões do Oscar e shows de intervalo do Super Bowl vá se prestar a ser cineasta dos exercícios da Kendall Jenner ou de uma gêmea Hadid. Ou caia nas suas mãos o poder de incutir seleção de modelos novatas como se fosse reality. Não é por aí que as coisas se fazem. Passa a música pra Halsey.
Corta para o comercial. Passa para a música do Shawn Mendes com outra tropa de angels, incluindo-se a piauiense Laís Ribeiro. Hamish pensa que o “VSFS” é um Globo Repórter feito por diretores de documentários nos 70. Desde 2001, a Victoria’s Secret pensa dessa forma. Mistura as luzes da passarela das lingeries com música do ritmo do momento. Entra Bebe Rexha com outra trupe de modelos. Chegam Kelsea Ballerini e The Chainsmokers para a sua colaboração. Termina-se a seleção com The Struts, grupo do qual nunca ouvi falar. Qual foi a música que eles cantaram?
É impossível se condensar em uma hora um magote de informações a pretexto de transformar um desfile de moda em especial de final de ano. Já fizeram o mesmo com as angels as colocando em desfiles de moda praia sem dar resultado nenhum de audiência. É compreensível que as modelos da Victoria’s Secret levem meses para esse evento importante, mas não a ponto de virar a tralha de comercial em que se transformou. Colocar a marca de lingeries no radar das pautas é uma coisa. Organizar um circo de música ruim é outra bem distinta. Bom sábado a todos.


Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (15/12)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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