Durante campanha de Bolsonaro, escolhido para a Secretaria de Governo fez vídeo com ataques ao PT, Globo, FIFA e COI


General Santos Cruz chamou Rede Globo de “emissora ridícula e sem qualidade”

Da redação TV em Análise

Stephanie Aglietti/AFP/Getty Images/12.06.2013


Indicado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro, 63, para a Secretaria de Governo, o General de Divisão Carlos Alberto Santos Cruz, 66, que participou de missões de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti e República Democrática do Congo fez um vídeo durante a campanha do então candidato do PSL lançando uma série de ataques ao então candidato do PT, Fernando Haddad, 55, derrotado no segundo turno em 28 de outubro, associando-o ao fascismo e à corrupção. Foi mais longe: ao falar da Rede Globo de Televisão, sem citar o nome da emissora, se referiu a ela como “uma emissora ridícula e sem qualidade”.
Santos Cruz acusou os governos dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff de “darem bilhões”, à emissora carioca, sem apresentar um aprova do que disse. Se dizendo apartidário, o general foi ainda mais longe ao atacar a classe artística, chamando-a de “artistas sem nenhuma necessidade”, beneficiados com a Lei Rouanet. Insiste na fgke news do suposto “kit gay”, desmascarado pela Globo e pelo projeto Comprova, consórcio de 24 órgãos de imprensa, incluindo quatro empresas ligadas a afiliadas da Globo no Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Agride as mulheres ao chamar a vice de Haddad, a ex-deputada estadual Manuela Dávila (PCdoB-RS), 37, de “comunista de bar”
Sobre a Copa do Mundo da FIFA de 2014 e as Olimpíadas de Verão do Rio de Janeiro de 2016, o general Santos Cruz disse haver “um mar de corrupção” na preparação do país para os dois eventos. “Há casos de dinheiro de obras que estão sendo feitas até agora e houve outra Copa do Mundo (na Rússia, encerrada em julho) e lá daquela lá de trás ainda há obras que estão inacabadas”, disse o militar antes de justificar o voto a Bolsonaro. Além do PT e da Globo, Santos Cruz também agrediu a FIFA e o Comitê Olímpico internacional. Acha que o Mineiratzen foi o responsável pela “falência da educação no Brasil” da era petista. Ofende empregados e clientes de bares e choperias de forma vaga e genérica, taxando todos de “comunistas”. Nem todo frequentador de bar votou em Haddad, general Santos Cruz. Ridicularizou Neymar Jr., Isadora Williams e Simoner Biles, dentre outros, achando que eles estavam no Rio de Janeiro “a serviço da organização criminosa de Sérgio Cabral”. Pisou feio na bola. Calado, o general Santos Cruz é tão poeta quanto os postes do Galeão.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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