Assunto da semana: Nathan Fillion não é galã da novela das 8


The Rookie é praticamente série de um ator só

Tony Rivetti/ABC/Divulgação/15.10.2018


Por oito anos, o canadense Nathan Fillion, 47, foi imagem e semelhança de Castle. Puxou a carreira de uma certa Stana Katic, 40. Na mesma ABC de Castle, Fillion recebeu oportunidade de puxar as carreiras de todos os coadjuvantes de The Rookie (Universal TV, 5ª, 22h, 14 anos). Todos cujos nomes não me vem ao caso agora. Cheio de rostos estreantes, Rookie justifica o título tanto ambientando no treinamento de novos integrantes do Departamento de Polícia de Los Angeles quanto pela quantidade de atores nos quais nunca ouviu falar. Pegue essa conta amanhã.
De Liz Friedlander, 68, (Conviction), The Rookie recebeu da ABC encomenda de temporada completa de 22 episódios. Seu piloto parece resumir a comédia de erros que a criadora fez na série anterior. Não tem nada a ver com Fargo, mas certas passagens remeteriam a comédia de situações dada a trapalhada de certos policiais e ao senso de humor negro de John Nolan, agente interpretado por Fillion. Para quem esteve em 173 episódios de Castle, esse papel casa bem com o perfil apresentado por Fillion em sua série anterior. Trocaram-se os livros por uma arma.
É impossível dissociar The Rookie da figura de Fillion: a trama foi feita basicamente para ele. Não vejo aspectos de conjunto de elenco que deem força para segurar o público, que não sejam ver o ator do Castle em um novo trabalho. Isso já é um ponto. Do conjunto da obra, nada posso depreender a não ser o conjunto óbvio para TV aberta trama-de-polícia-ladrão-bandido com um monte de rostos novos, tirando-se uma espécie de Tony Ramos do Canadá, que não fez propaganda para frigorífico da mala do Rocha Loures citado na famosa delação de seus sócios-proprietários.
Para quem vê reprise de Baila Comigo, qualquer comparação é mera coincidência, da mesma forma que Michael Bublé é uma espécie de Roberto Carlos local. Sem empolgar, The Rookie serve apenas ao propósito de papel carbono de todas as séries policiais que já se fizeram desde as décadas de 1960 e 1970. Nada tem de novo. Não inova, tampouco tem discurso. Entra apenas para cumprir tabela. É série de um único galã. E o resto de seus atores? Por fim, uma retratação: The F.B.I. foi produzida em cores e não em preto e branco. Bom sábado a todos.


Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (24/11)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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