Assunto da semana: Chama o Dick Wolf e a Missy Peregrym


Da telessérie FBI se espera tudo, menos o óbvio

Michael Parmelee/CBS/Divulgação/18.05.2018


Ciclo televisivo florescendo, cá estamos nós para arregaçar as mangas junto com as programadoras de TV por assinatura. De leve, uma ou outra coisa vai sendo desembrulhada do pacote de press-releases publicados pelos sites especializados, qu a esta altura do campeonato mais parecem rodoviária de interior: à espera de passageiros. Com a exibição do piloto de FBI (Universal TV, 3ª, 22h, 14 anos) na noite desta terça-feira (6), deve acabar a seca de assuntos no que diz respeito à fall-season norte-americana de 2018. Ia escrever Sea Gal, meu nome é Gal.
Piada com as animadoras do Seattle Seahawks à parte, não se deve esperar da exibição de FBI os clichês mundanos e o óbvio uluante a la Homeland. Passo a tarefa para a Missy Peregrym e para o roteirista Dick Wolf explicarem. Até parece que estou fazendo prévia de estreia de temporada de Game of Thrones, mas não estou me lançando a isso. Também sem querer agredir a cantora Gal Costa, devo guardar as expectativas de enredo de FBI para a noite de estreia. Prudência, dinheiro no bolso e caldo de galinha (sem despacho) não fazem mal a ninguém.
Já estou de saco cheio de botar rótulo de série A ou B da CBS (caso de FBI) como coisa padrão Homeland. A Copa da FIFA acabou há mais de quatro anos, a Dilma foi posta para fora, o Lula está preso e o Bolsonaro foi eleito. Dá para essas programadoras de TV paga se ajustarem no tempo, para o presente dia, e não transformarem suas estreias em mostras de arte nas ruínas do Museu Nacional da Quinta da Boa Vista? Seria uma dose de bom senso pedir a essa gente para acertar seu relógio passado o Primetime Emmy de setembro último. O tempo de estreias é agora.
Também não vou dar uma de Sônia Abrão para vazar resumo de episódio piloto em programa vespertino de audiência rasa e conteúdo idem. Não quero transformar minhas expectativas num Asdrúbal Trouxe e Provolone Contaminado por Agrotóxicos Round-Up da Monsanto. O máximo que este Jornal Meio Norte pode dar é o prólogo do padrão o quê, quem, quando e onde. Não tenho material da Globosat nas mãos, então, cada um que se vire. E que eu possa usar o texto do próximo sábado para traçar minhas impressões. Bom final de semana a todos.


Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (3/11)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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