Assunto da semana: Cenas de um jogo mal jogado ao avesso


Taye Diggs foi posto no banco de trás de All American

Jesse Giddings/The CW/Divulgação


De um ator que tem na carreira trabalhos como Private Practice e Major Crimes, esperava mais de Taye Diggs do que ser colocado no fundo dos créditos de abertura. Para All American, (Warner, 4ª, 0h35, 14 anos), nada vejo em Diggs a não ser a colocação como coadjuvante do coadjuvante do coadjuvante. Ficou um resultado equivocado do plano de escalação – vende-se uma coisa na temporada de pilotos e acaba se apresentando outra na exibição de seu episódio piloto. De Diggs eu esperava um papel maior que pai de jogador de futebol americano.
É decepcionante vermos um talento desperdiçado em papel menor, mesmo estando em seu elenco principal, mesmo constando como ator do elenco regular. Não estou falando de ator convidado e sim de gente de papel principal. Trata-se de uma injustiça desproporcional ao talento de Taye da época de Private Practice. Não venham me reclamar depois que eu estou escrevendo besteira. Quem aprovou All American? Deve explicações para essa desproporcionalidade gritante. Não no enredo, mas na colocação do papel do ator no centro do jogo, no meio do drama.
Aposta da The CW para um esporte de massas, All American teve um desempenho medíocre na sua estreia. Teve apenas 690 mil telespectadores de acordo com dados da Nielsen Media Research, relativos à sua veiculação no horário nobre de 10 de outubro. O fato de a trama se concentrar no ambiente das disputas escolares por si só já afugenta telespectadores já acostumados ao porre de transmissões noturnas da National Football League (NFL), na NBC, ESPN e FOX. Meter All American no vespeiro do Thursday Night Football por si só é um erro grave.
É difícil achar coisa palatável para All American deslanchar depois que a temporada profissional e universitária acabarem. O exemplo de Pitch, da FOX, serve de alerta para as redes abertas americanas terem mais cuidado com o que vão receber de projetos de roteiro para a temporada 2019-2020. Não se deve repetir a besteira de achar que série de futebol americano dá interesse de público lá para março, no mês seguinte ao Super Bowl. Quem vai ver All American naquela época? Isso significa um tiro no escuro, como o visto na estreia. Bom sábado a todos.


Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (27/10)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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