Assunto da semana: A Tracee para a luz de Carrie Underwood


Os secos e molhados do 46º American Music Awards

John Shearer/AMA2018/Getty Images para DCP/09.11.2018


Aos 46 anos, o American Music Awards se tornou caixa de ressonância das premiações de paradas musicais dos Estados Unidos. Até certo ponto. Se em termos de audiência os AMAs de 2018 não foram essa coisa divina maravilhosa como a barriga de grávida da Carrie Underwood e as danças da apresentadora Tracee Ellis Ross na abertura da premiação, no geral o show em si repetiu coisa de videoclipe. Ver os atos musicais de Khalid (prova mais cabal disso) e Camila Cabello (ma non troppo), com direito a orquestra sinfônica e boca livre de Taylor Swift e Taram Killam.
Menos politizado que outras premiações desde o início do ano, o 46º American Music Awards não pode ser acusado de alienação em termos de discurso. Nos Estados Unidos, já se está às portas de uma eleição parlamentar, marcada para 6 de novembro. Depois de Kavanagh, o único querosene que se gastou no palco dos AMAs foi o de certos números musicais, a depender do intérprete. Menos Cardi B, que cantou com um rapper colombiano (J. Balvin) e outro porto-riquenho, que não me vem ao caso. Com Cardi B, se viu uma prévia do Grammy Latino.
A propósito de Tracee Ellis, foram oito trocas de roupa desde que comecei a acompanhar a premiação às 21h10 da terça-feira (9). Não se perdeu a essência da premiação. Tirando Pink e Kelly Clarkson que devem ter cantado Carinhoso para os rotweillers bolsonaristas e a turma do #EleNão, muito se deve depreender do trabalho de direção de Glenn Weiss, de edições do Miss Universo na CBS e transmissões do Tony Awards na mesma emissora. O aproveitamento de Weiss, da 90ª festa de entrega do Oscar, por parte da ABC, fez enorme sentido. Um trabalho primoroso.
Vou descontar o que apareceu de fato na abertura do AMA de 2018 até porque ninguém fez tapete vermelho a não ser o canal oficial da premiação no YouTube. O E! Entertainment ficou de fora. Não mandou ninguém. Uma pena. Fazer premiação em dia útil como a ABC fez para atender a necessidades de programação tirou muito do brilho e do interesse do público no American Music Awards. Nem a manada de cantores gospel que o encerrou para homenagear Aretha Franklin foi capaz de tirar a ABC da terceira colocação. Os AMAs não são essa coisa toda. Até sábado.


Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (13/10)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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