Assunto da semana: Leitura de 2 dias de audiência americana


Fica difícil a fall-season produzir fenômenos em 2018

Michael Parmelee/CBS/Divulgação


As leituras que posso tirar de audiências americanas das segunda e da terça-feira, 1º e 2 de outubro, não devem levar à formação de fenômeno algum estrondoso de público. Dos dois dias que acompanhei, as médias domiciliares e números de telespectadores só trouxeram decepção. As redes (exceção feita à The CW) se esmeraram no que puderam na maratona de desespero das estreias da semana de 24 de setembro. Acabaram por produzir mais do mesmo. Não conseguiram convencer a massa de telespectadores nesses dias de que tal série é isso ou aquilo outro. Puro engano.
Se tomarmos o suposto “fenômeno” chamado Manifest, é melhor lavar as mãos. Cai na realidade de uma série que bate na trave dos 10 milhões de telespectadores é tirar atestado de babaca ou imbecil. Desde que The Blacklist mudou de dia, os pós-shows do The Voice nas segundas-feiras só se mostraram uma negação nas noites de segunda-feira. A predação causada pelo Monday Night Football é capaz de espantar, numa única cadeia, anunciantes, compradores internacionais e programadoras de TV paga. Não estou falando de Empire, fui claro?
De tristeza em tristeza, o buraco que a ABC reservou para anteceder as estreias de terça-feira, a partir do dia 16, uma semana após o 46º American Music Awards é maior do que se imagina na lambança de se reservar dois dias para o Dancing with the Stars (para o infantil, devagar com o andor e tempo ao tempo). Sem comédias, sem elenco de Roseanne, festa no interior para NCIS e a novata FBI, que na CBS consegue receber uma boa entrega de público da trama antecessora na faixa das 20h. É uma boa passagem de bastão para a trama policial das 21h. Bom serviço.
Se eu devo creditar ao Dick Wolf tal galhardia com o que as redes americanas demoraram anos para explorar a Polícia Federal americana, sem Sérgio Moro, nem circo de horrores de políticos presos presos políticos, muito do sucesso e FBI deve se creditar a CSI e Homeland, produtos da família de canais da CBS Corporation. Emmys e Golden Globes não serão suficientes para corar a Missy Peregrym em discursos de agradecimento. E fazer chorar os que achavam que na segunda e na terça estaria o “divino e maravilhoso” do horário nobre americano. Até sábado.


Publicação simultânea com o Jornal Meio Norte deste sábado (6/10)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Coluna da Semana, Ibopes da vida, Numb3rs, Séries e marcado , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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