Assunto da semana: Estamos arrumando a casa para ‘ratings’


Estamos em aquecimento para o início da temporada americana

Craig Blankenhorn/NBC/Warner Brothers/Divulgação


O leitor mais interessado vai pensar: “Ô João Eduardo, você não vai falar nada da audiência estrondosa do Manifest”? “E do A Million Little Things”? “E da entrega do The Voice para o This is Us? Nenhuma linha”? Calma. O leitor mais sensato deve se atentar que estamos trabalhando de dois modos. Um, mais atento ao fechamento do quadro de 96 candidatas da 67ª edição do concurso de Miss Universo. Esse nos exige atenção redobrada. A ponto de que não me torrem a paciência. E não firam as honras de Mayra Dias, Sarah Rose Summers e Tamaryn Green.
Outra coisa que retarda qualquer informação de audiência é o climão dos horários eleitorais Brasil afora, Piauí já incluso. Com direito a operações espetaculosas da Polícia Federal e tudo mais. Não adianta fazer mudança radical de pauta que eu não vou fazer, nem que eu esteja amordaçado pela Globo, pelo Supremo Tribunal Federal, pela Chevron e pela Febraban no obelisco de Zumbi dos Palmares por eles convertido em pelourinho de intimidação e terrorismo editorial. Com essa gente, as desculpas que eles inventarem não irão colar em minha cara. Tempo ao tempo.
Se série A ou B deu tantos milhões de telespectadores na estreia, paciência. No meu front do TV em Análise Críticas farei as matérias apropriadas contando os números. Tentarei uma compensação editorial, por mais modesta que seja. Óbvio que em tempos de Twitter, Facebook e outras mídias sociais, não posso dar atenção aquilo que me querem impor. Desculpe a turma do retrocesso fundamentalista da informação, que veste camisa da Seleção, com escudo da CBF, e vai às raias extremistas da loucura insana de manipular manchetes e deturpar pautas em seu proveito.
Por que tamanha responsabilidade eu tomo com o trato das audiências americanas agora neste início de fall-season? O canal pago Sony quebrou um hábito de dois anos e não colocou no ar a 15ª temporada do Voice um dia ou dois após a exibição americana. Vai nos servir um bife mal passado, um pão amanhecido. Com a minha cabeça entre varar o país nos horários políticos, fazer as avaliações do Miss Universo e reordenar a pauta do Críticas, fica mais sensato falar cada coisa de uma vez, a conta gotas. E depois não me acusem de requentar pautas. Bom sábado a todos.


Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (29/9)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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