Assunto da semanma: Tábua de salvação do ‘Oscar televisivo’


Lorne Michaels é uma ilha da TV aberta no 70º Primetime Emmy

Lester Cohen/WireImage/17.09.2018


Em meio aos massacres impostos pelos serviços de streaming e canais pagos na 70ª festa de entrega do Primetime Emmy, realizada na noite da segunda-feira (17), uma pessoa se salva nos meios da televisão aberta tradicional americana. É Lorne Michaels, 73, integrante da primeira formação de elenco e roteiristas do Saturday Night Live, que caminha para a sua 44ª temporada. Michael deve muito a Eddie Murphy, Samantina Fey e Steve Martin por ter transformado o SNL na instituição que é, foi e será para o humor americano, mesmo em tempos de crises econômicas.
Em tempos de Maravilhosa Sra. Maisel, o Emmy para o Saturday Night Live significou algo honorífico para as redes associadas à NAB – ABC, CBS, FOX, NBC e The CW, além de canais menores. Nas categorias de atuação em série dramática, Netflix e companhia fizeram a farra do boi (nada relacionada à prática ilegal com animais em Santa Catarina). Deixaram os atores de This is Us a verem navios, como se fossem clientes lesados de um banco português falido, revoltados com o estelionato que o grupo votante lhes impusera. Deram uma facada profunda na carne.
Muito da derrocada de audiência dos Primetime Emmys desde 2007 se deve à inclusão de mais séries, minisséries, telefilmes, realities e programas de canais pagos e plataformas digitais, que acabaram por inchar categorias inteiras. Para se ter uma ideia, Game of Thrones teve de pegar outras 143 séries dramáticas na fase de submissões, antes das indicações de julho. Foi um caminho tortuoso de um lado, mas de outro se mostrou mais fácil. No benefício, pegou as sete estatuetas técnicas e fechou com nove, somadas as de produção e atuação coadjuvante para Peter Dinklage.
Muito do que o presidente da Academia de Televisão, Hayma Washington, fala sobre inovação de plataformas digitais serve como uma bucha de água congelada no velho modus opearndi das distribuidoras ligadas às redes. A HBO matou a televisão regional. A Netflix e a Amazon (da qual a Lo Prete tanto fala mal para agradar seus patrões no Jornal da Globo) tentam fazer o mesmo com as programadoras de TV paga. Estas, por sua vez, correm contra o tempo para salvarem as suas peles na selva de modernidade a que o Emmy chegou. Bom sábado a todos.


Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (22/9)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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