A três meses do Miss Universo 2018, comitê tailandês se cala


Tempo é dinheiro que está sendo gasto

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Missosology/31.07.20185


Estamos a exatamente 91 dias da 67ª edição do concurso de Miss Universo. Sobre sua preparação para receber mais de 90 candidatas a partir do dia 25 de novembro, os responsáveis pela sua organização em Bangcoc não tem emitido uma única palavra desde aquela coletiva do dia 31 de julho. Tanawat Wanson, responsável por montar a estrutura do Comitê Organizador do Miss Universo 2018, tem se calado desde então. O governo da Tailândia, em diferentes níveis, sequer tem dado uma manifestação sequer sobre a organização do certame. Estão se gastando US$ 12 milhões à toa.
Nesta altura do campeonato, as autoridades locais já deveriam se preocupar e muito com o esquema de segurança a ser oferecido às candidatas, famílias, torcidas e fãs, bem como à equipe de produção do Miss Universo que estará em solo tailandês para realizar as primeiras gravações. Para outubro, o que deve ser discutido, aí sim, é o organograma de produção, o calendário de atividades do certame. A Tailândia está pisando muito feio nesse aspecto.
Sem manifestações formais do comitê organizador do Miss Universo 2018 na Tailândia, o jeito tem sido acessar as poucas informações atualizadas disponíveis na página de Facebook de sua organização. Repito: a Tailândia e a Miss Universe Organization não podem fazer o papelão que o Brasil fez na organização da Copa do Mundo de 2014 e nas Olimpíadas de Verão de 2016. O grupo de investidores de Wansom está brincando com fogo. Mais alguns dias e vai ter coordenação nacional reclamando de quando vai poder mandar sua candidata.
Outubro, mês da segunda coletiva do comitê organizador, será um mês de loucura para 11 coordenações nacionais – Áustria, Bélgica, Eslováquia, Etiópia, França, Hungria, Iraque, Mongólia, Polônia, Quênia e Tanzânia. Ou definem o envio de suas candidatas ou acabarão fora do concurso. Será nessa “hora da morte” que Sarah Rose Summers e Catriona Gray, dentre outras candidatas, estarão dando o ar de sua graça para a promoção do certame.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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