Assunto da semana: Indicações aos 70º Primetime Emmys – 6


O saco de gatas e raposas do 70º Emmy de comédia

Prime Video/Divulgação


Sem misoginia, me surpreendeu a ascensão de Allison Janney, 58, de poste para atriz principal em Mom para propósitos de indicação. Poste porque a atriz principal de fato, Anna Faris, 41, não era flor que se cheirasse para propósitos de indicação. Era mera cascata. Ainda assim, Faris tem lá seu espaço no elenco de Mom. Terá sido o maldito Oscar dado a Janney? Nada a ver. Janney é apenas uma das duas velhas raposas do quadro de indicadas do 70º Primetime Emmy de atriz em série de comédia. A outra é Lily Tomlin, 78, de Grace and Frankie. Escreva o necrológio.
No meio termo, se encaixa Tracee Ellis Ross, 45, de Black-ish. Da turma de novatas, gente da qual nunca ouvi falar como Issa Rae, Rachel Brosnahan e Pamela Adlon. Ao bolsonarista mais histérico, parecem ninguém. Esses histriônicos pensam que são atrizes que nasceram ontem. O boçal mais ignorante esquece que Brosnahan é natural de Milwakee e sobrinha da falecida estilista inglesa Kate Spade. Um pouco de informação nessa gente não faz mal, da mesma forma que se escreve um panorama histórico do Miss Universo, originado de uma marca de maiôs.
Insecure? Não assisti. Better Things? É da FOX, que dizem que vai acabar no Olimpop petralha-haddadiano? Sim. Me sinto tão inseguro para falar do trabalho da Issa Rae em Insecure quanto poste de madeira cheio de gambiarras. Da Pamela Adlon nada posso dizer. Não acompanhei sua série, sua temporada. Tirando Janney, qualquer outra que vença o Emmy de atuação em comédia sai no benefício. Passa a ter mais exposição de mídia e tem portas abertas para trabalhos cinematográficos futuros mais amadurecidos. Janney trilhou esse caminho em Mom.
Se é para o Daniel Castro fazer terrorismo com os empregados da FOX no Brasil, pode esquecer. Já basta o psicológico do povo do Esporte Interativo. Se é para falar alguma coisa do Black-ish de Tracee, é melhor falar com os votantes da Associação de Correspondentes Estrangeiros de Hollywood (HFPA), responsável pelo Golden Globe Awards. O mesmo se aplica a Maravilhosa Senhora Maisel de Rachel Brosnahan. Se é para encher o saco, uma quarta-feira para traçar as linhas sobre o Emmy feminino de comédia salva a piada pronta. Bom sábado a todos.


Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte do sábado (1º/9)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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