Marca de maiôs rompeu com o Miss América em 1951 e deu início ao Miss USA e à versão atual do Miss Universo em 1952


Catalina foi dona dos dois concursos até 1973

Da redação TV em Análise

Bettmann/Getty Images/01.09.1951
Tudo começou com a recusa de Yolande Betbeze em usar maiô da marca


Uma indisposição de Yolande Betbeze (1928-2016) com a organização do Miss América, em 1951, foi o passo inicial para que a empresa de vestuário Catalina Swimwear rompesse com a Miss América Organization e criasse então seus próprios concursos, mantidos por sua proprietária de então, a Pacific-Mills. Para o verão americano de 1952, seriam realizados os concursos de Miss USA e de Miss Universo, ambos em Lonbg Beach, a milhares de quilômetros de distância de Atalantic City, sede histórica do Miss América. A nova estrutura, que marcava a volta do Miss Universo após uma pausa forçada por causa da Grande Depressão de 1932 e sua transferência de sede para a Bélgica, onde deixou de ser realizado devido à Segunda Guerra Mundial, em nada lembrava o período do Miss América, que a partir de então passaria a ser concurso rival. Nascia ali a base do Miss USA, que passaria a ter programação e estrutura independentes a partir de 1965.
A construção de uma fábrica da Pacific Knitting Mills na Flórida fez o Miss Universo sair de Long Beach, ao final dos concursos do ciclo do Miss Universo 1959. De 1960 a 1971, o Miss Universo teve sede fixa no Miami Beach Convention Center, em Miami Beach, na região metropolitana de Miami. Foi nessa época que Hralod L. Glasser (1918-2010) assumiu a presidência da Pacific-Mills e, por tabela, da estrutura da então Miss Universe Inc. Glasser ficou à frente do Miss Universo até 1986, quando uma série de trocas de controladores (da Pacific-Mills para a Kayser-Roth, em 1973, da Kayser-Roth para a Gulf+Western, então dona da Paramount, em 1977, e da G+W para a Madison Square Garden Entertainment) alterou toda a estrutura da Miss Universe Inc. Cabeças como a do apresentador do Miss Universo e do Miss USA, Bob Barker, começaram a rolar nessa ciranda desesperada de salvar o nome e a imagem do Miss Universo, àquela altura já manchados por movimentos feministas de esquerda e pelas derrocada dos índices de audiência dos dois concursos.
Apesar das idas e vindas no controle acionário do Miss Universo, a Catalina continuou a fornecer os trajes de banho para o Miss Universo, o Miss USA, o recém-criado Miss Teen USA e etapas nacionais do Miss Universo, inclusive a do Brasil. A presença da Catalina no Miss Universo só voltou a ser sentida em 2011, quando a 60ª edição do concurso ocorreu em São Paulo. Concursos nacionais da Colômbia, Uruguai e Argentina também usaram maioôs produzidos pela Catalina. As mudanças impostas na formatação do Miss Universo, a partir de 1998, forçaram a marca a ceder lugar a outras como BSC Thialand e Yamamay.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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