Três meses após saudar Demi-Leigh Nel-Peters pela vitória histórica no Miss Universo 2017, presidente sul-africano cai


Jacob Zuma enfrenta graves acusações de corrupção e forte pressão popular

Da redação TV em Análise

Phill Magakoe/AFP/Getty Images/14.02.2018


Se de um lado a África do Sul mostrou ao mundo o que tem de mais belo na 66ª edição do concurso de Miss Universo, realizada na noite do domingo, 26 de novembro, no teatro The AXIS do Planet Hollywood Resort and Casino, em Las Vegas, a milhãres de quilômetros dali, em Jpanesburgo, o então presidente Jacob Zuma, 76, cumprimentara a vencedora da disputa, Demi-Leigh Nel-Peters, 23, já sabendo que estava na linha de tiro para sofrer um eventual processo de impeachment. Desde 2011, Zuma, do Congresso Nacional Africano, vinha enfrentando acusações de corrupção, incluindo as relacionadas a contratação de empreiteiras para a construção de estádios para a Copa do Mundo da FIFA de 2010. Há também suspeita de compra de votos para que a mesma África do Sul sediasse o mundial de futebol, esporte impopular no país.
Na mensagem a Nel-Peters, Zuma escreveu: ‘Nossa nação é imensamente orgulhosa da Srta. Nel Peters neste importante reconhecimento. Ela erghuem a bandeira sul-africana ao nível mais alto e continua a inspirar muitas jovens que se inspiram nela para seguir sonhos mais altos”. “Nós a parabenizamos com todo o carinho e desejamos a ela o melhor durante seu reinado”, finalizou Zuma em sua mensagem. Menos de três meses depois da vitória de Demi-Leigh no Miss Universo 2017, em 14 de fevereiro de 2018, Zuma renunciou ao cargo de presidente da África do Sul. Na primeira passagem de Demi-Leigh já como Miss Universo, em janeiro, a Miss Universo 2017 sequer passou pelo gabinete presidencial de Zuma. Não queria associar seu nome com o turbilhão político que sua África do Sul já enfrentava. Saiu do Inferno e voltou para o paraíso, no apartamento da Miss Universe Organization, em Nova York. Após a renúncia de Zuma, Demi-Leigh esteve na África do Sul outras duas vezes.
Antes de Demi-Leigh vencer o Miss Universo, a África do Sul enfrentara uma suspensão decidida em 1985 pela então Miss Universe Inc. em função da política de segregação racial do apartheid, que manteve Mandela preso por 27 anos. Com a liberdade de Mandela e sua posterior eleição para a presidência do país, em 1994, a MUO levantou a punição contra a África do Sul a partir do concurso de 1995, realizado em Windhoek, na Namíbia. O único título de Miss Universo que o país conquistara antes da punição veio em 24 de julho de 1978, com Margaret Gardiner, em Acapulco, na costa oeste do México. Contando o tempo de punição, a África do Sul ficou 39 anos, quatro meses e 25 dias sem vencer o Miss Universo.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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