Band tem mais dois anos de contrato com o Miss Universo e Brasil terá de mostrar serviço no concurso se quiser o título


Preocupação com o ciclo dos concursos estaduais do Miss Brasil 2019 já deveria ter começado

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Organização Miss Brasil Universo/Divulgação/Arquivo


Estamos a 128 dias da 67ª edição do concurso de Miss Universo. A amazonense Mayra Dias, 26, ainda está na fase inicial de preparação para os 20 dias de programação do evento. Se passaram 75 dias da eleição de Mayra como Miss Brasil 2018, no Riocentro, na zona oeste do Rio de Janeiro, e o único sinal dado pela coordenação nacional para o ciclo do Miss Brasil 2019 foi a abertura de inscrições para os 27 concursos estaduais. E as datas? Nada até o momento. Nos Estados Unidos, uma candidata já foi eleita para o Miss USA 2019 e 47 coordenações já marcaram datas dos concursos estaduais. Só Califórnia, Kentucky e Novo México não o fizeram até o momento.
Mas o que denota tanta incompetência das coordenações estaduais do Miss Brasil em marcarem as datas dos concursos? As eleições? A URSAL do Cabo Dalciolo na alucinação que teve no debate de ontem à noite na casa do Miss Universo no Brasil, a Band, emissora do Miss Brasil desde 2003? Ou o velho jeito Macunaíma de deixar as coisas para a decisão por pênaltis? A Copa da Rússia já acabou. É bom que a Polishop e a Band se toquem disso. A começar do diretor nacional de licenças estaduais, Marcelo Soes, e da diretora geral, Karina Ades, que acumula emprego no canal pago Arte 1, dirigido na Band por um ex-diretor da Enter, Caoi Luiz de Carvalho. É o que consta no seu perfil do Linkedin.
Se o Miss Brasil se levasse a sério no Grupo Bandeirantes de Comunicação, já teria começado ontem mesmo a decidir o calendário dos concursos estaduais do ciclo do Miss Brasil 2019. Para se ter uma ideia, no último bloco do Miss USA 2018, a apresentadora Vanessa Lachey, 37, anunciou a abertura de inscrições dos 51 concursos estaduais do ciclo do Miss USA 2019. A partir da transmissão da FOX, na noite de 21 de maio, as coordenações começaram a montar os calendários de realização dos certames. O primeiro deles ocorreu no Alasca, no sábado (4), onde JoEllen Walters, 24, derrotou outras sete candidatas. Até o fechamento desta matéria, as redes sociais dos concursos do Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe informaram a abertura de inscrições para as etapas estaduais e municipais do Miss Brasil 2019. O contingente equivale a 44,44% do total. Muito pouco diante dos 94% de coordenações do Miss USA que já marcaram datas para o ciclo de 2019.
Para dar uma mostra desse disparate, apenas Roraima e Pernambuco marcaram as datas de seus concursos estaduais válidos pelo Miss Brasil 2019. Farão seus certames nos dias 19 e 30 de janeiro, respectivamente. O grosso das coordenações ainda é refém das vontades do departamento comercial da Rede Bandeirantes e da Polishop, que querem esperar passar a refrega do Miss Universo 2018, a ser realizado na Impact Arena, em Bangcoc. Estão brincando com coisa séria. Se Mayra Dias não se classificar ou ficar apenas entre as semifinalistas ou finalistas, o Brasil amargara um jejum de 51 anos sem títulos no Miss Universo para 2019. Essa é a preocupação que deve cercar desde já as coordenações municipais e estaduais Brasil afora. 7,40% das coordenações marcaram datas de concursos válidos pelo Miss Brasil 2019. Para um país que pensa em vencer o Miss Universo depois de 50 anos, essa é uma conta que deve começar a preocupar muito missólogo por aí.
Passado o ciclo do Miss Universo 2018, a Band só terá mais dois anos de contrato com a Miss Universe Organization, 2019 e 2020. Por tabela, os que ainda restam da parceria com a Ploishop para gerenciar e patrocinar o concurso de Miss Brasil. Pelo caminhar dos ventos, o trabalhos desempenhado começa a dar sinais de evolução em comparação à algazarra promovida pela Gaeta, Singa, SBT e outras companhias não tão belas. A movimentação dos concursos estaduais para o Miss Brasil 2019 já começou, porém não nos tons desejados.
Não se vence um título de Miss Universo ancorado em esquemas de corrupção como os desnudados pelas operações Castelo de Areia, Satiagraha, Lava Jato, Calicute, Unfair Play, Fada Madrinha, dentre outras. Dinheiro nenhum de corrupção na Dersa deu o título de Miss Universo 2017 à sul-africana Demi-Leigh Nel-Peters, 23. Sua vitória foi uma consequência de resultados denotados nas avaliações parciais que o TV em Análise Críticas fez. Quando Martha Vasconcellos, 70, levou a coroa Sarah Coventry para a Bahia de Gal, Gil, Capinam, Caetano, Dona Canô, Emílio e Marcelo Odebrecht, Antônio Carlos Magalhães, Jaques Wagner, João Gilberto e Raíssa Santana, vivíamos o recrudescimento do Golpe Militar de 1964, que a Rede Globo insistia em chamar de “Revolução”. A ditadura já tinha acabado quando Márcia Canavezes se classificou no Miss Universo 1985, em Miami. Miami central, não a Miami Beach que sagrou Martha e, cinco anos antes, a gaúcha Ieda Vargas.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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