Casal Nayla Micherf e Romo Neves diz que compra de casa de praia no Uruguai foi legítima e desmente lavagem de dinheiro


Ex-diretora do Miss Brasil não sabia das orgias da Gypsy Queen, ligada a assassinato de professor no país vizinho

Da redação TV em Análise

Marcelo Carroll/Clarín
Turistas tiram fotos de mansão comprada por Nayla e Romo, em Punta del Este


A ex-diretora do concurso de Miss Brasil, Nayla Micherif, 42, e seu esposo, o empresário Ronosalto Pereira Neves,, informaram à Justiça de Punta del Este que não são mais proprietários na mansão conhecida como Gyspy Queen, motivo de um dos assassinatos mais chocantes da crônica policial do Uruguai, o do professor Edwin Vaz a mando de sua ex-mulher, a garota de programa Lulukhy Moraes, 38, conhecida como Lulu.
Nayla e Romo compraram a Gyspsy Queen em 31 de dezembro de 2013, pouco mais de dois anos depois da Miss Brasil de 1997 perder a concessão do Miss Universo para o Brasil para o Grupo Bandeirantes de Comunicações, com quem teve contrato de 2003 a 2011. A propriedade, de acordo com os registros, foi comprada por US$ 1,25 milhão, mas foi cedida a Lulukhy para que vivesse com Vaz. Lá, Lulu teria organizado encontros e orgias sexuais.
Através de comunicado à imprensa uruguaia, reproduzido pelo jornal argentino Clarín, Nayla e Romo não sabiam que na propriedade deles se organizavam os encontros sexuais promovidos por Lulukhy. Ela teria contratado dois capangas para matar o professor de inglês no dia 8 de julho. A defesa da ex-Miss Brasil disse que a compra “obedeceu a todos os trâmites legais para a compra de imóveis no Uruguai” e que só não estiveram na propriedade no final de 2016. Nayla e Romo estiveram na propriedade num intervalo de 15 a 20 dias por ano, após a sua compra, feita junta a uma amiga de Lulukhy, Maria Leticia Giachino Fiori, 35.
Apesar de não ter mais vínculos com o Miss Brasil, Romo manteve negócios com a família do presidente norte-americano Donald Trump, 72, em outros setores. Trump vendeu a Miss Universe Organization em 14 de setembro de 2015, por US$ 28 milhões, para a International Management Group (IMG), quando já estava em campanha como pré-candidato. De acordo com documentos da Comissão Federal Eleitoral americana (FEC, em inglês), Trump assumiu a propriedade da MUO em outubro de 1996 e fez joint venture com a CBS, emissora que transmitia os eventos da MUO – Miss Universo, Miss USA e Miss Teen USA. Em junho de 2002, mudou sua sociedade para a NBCUniversal, de quem comprou parte para vender a MUO em sua integralidade à IMG, administrada por dois empresários ligados ao Partido Democrata, Ari Emanuel, 57, e Patrick Whitssell, 53, adversários políticos de Trump.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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