Em Bangcoc, Brasil e Tailândia tentarão reverter mau histórico e Sarah Rose deverá manter força americana no Miss Universo


Shannon Marketic e Chelsea Cooley saíram de lá com um top 10 assegurado

Da redação TV em Análise

Fotos Miss Universe Organization/Divulgação e Saeed Khan/Getty Images/27.05.2005


Nas duas vezes anteriores que a Tailândia recebeu edições do Miss Universo, o país-sede e o Brasil sempre tem saído com lugares fora do quadro de semifinalistas. Da mesma forma que Maria Carolina Otto e Carina Beduschi, Orn-anong Panyawong e Chananporn Rosjan saíram sem classificação, deixando a torcida tailandesa na mão em 1992 e 2005. Nesses dois anos, os Estados Unidos, que já vinham de histórico de títulos de Miss Universo, emplacaram suas candidatas entre as semifinalistas. Em ambas as ocasiões, Shannon Marketic e Chelsea Cooley saíram da Tailândia com um lugar assegurado entre as 10 semifinalistas. E nada além disso.

Fotos Miss Universe Organization/Divulgação e Getty Images/27.05.2005

Tudo o que conspirou a favor de Shannon e Chealsea também deverá sê-lo em relação a Sarah Rose Summers, 23. Natural de Omaha, Sarah Rose deu ao Nebraska um feito histórico no Miss USA. Fez o Estado conquistar seu primeiro título nacional. A seu favor, uma ampla preparação. Seu padrão de beleza a enquadra no parâmetro de classificação. Ocupa a sexta colocação na 17ª avaliação parcial que o TV em Análise Críticas divulgou no domingo (15). É o melhor cenário possível que se pode denotar para a candidata americana.
O grupo de 16 favoritas a uma vaga entre as semifinalistas, formado além de Sarah Rose, pela brasileira Mayra Dias, pela sul-africana Tamaryn Green, pela mexicana Andrea Toscano, pela equatoriana Virginia Limongi, pela filipina Catriona Gray, pela peruana Romina Lozano, pela francesa Maëva Coucke, pela salvadorenha Maricela de Montecristo, pela panamenha Rosa Montezuma, pela holandesa Rahima Dirkse, pela costarriquenha Natalia Carvajal, pela venezuelana Stefany Gutiérrez, pela croata Mia Pojaltina, pela maltesa Francesca Mifsud e pela boliviana Joyce Prado denota uma mudança clara que a 67ª edição do Miss Universo deverá mostrar, a julgar de momento, no quadro de semifinalistas. Restam mais de 30 concursos nacionais a serem realizados até o dia 1º de outubro, quando a Finlândia fecha a janela de candidatas. Por ora, a situação aponta que Brasil e Estados Unidos devem classificar suas candidatas. No caso tailandês, a situação preocupa: Sophida Kanchanarin, 23, candidata da casa, ocupa a 19ª colocação. A recompensa pelos sucessos recentes no Miss Universo verificados desde 2015, quando Aniporn Chalermburanawong se classificou entre as 10 semifinalistas, em Las Vegas, está seriamente ameaçada. Honrar os feitos de 2016 (Manila) e 2017 (Las Vegas), quando Chalita Suansane e Maria Poonlertlarp, se classificaram no penúltimo grupo de finalistas (6 e 5) passa a ser obrigação do Comitê Organizador Tailandês. Uma classificação em casa é sonho de consumo que a Tailândia tenta há 26 anos. Cruzar os dedos para que Sophida entre no grupo da Ásia, Oceania e África ou no wild card, na melhor das hipóteses, passa a ser uma preocupação importantíssima em Bangcoc. A Tailândia tem uma das maiores bases de fãs do Miss Universo no Sudeste Asiático, atrás apenas das Filipinas, que também receberam o Miss Universo por três vezes (1974, 1994 e 2016). E em casa sempre saíram com alguma classificação, por mais modesta que fosse.

Fotos Miss Universe Organization/Divulgação e Saeed Khan/Getty Images/27.05.2005

No caso de Mayra Dias, a importância de uma classificação brasileira em Bangcoc é ainda maior. Primeiro, porque o Brasil está há cinco décadas sem vencer o Miss Universo. E segundo, pela importância que o país adquiriu como legado de sua organização do concurso em 2011. A realização do Miss Universo em casa só fez bem ao Brasil desde então. Foram três classificações entre as cinco finalistas, duas entre as 15 semifinalistas, uma entre as 13 semifinalistas (sistema só usado em Manila 2016) e uma entre as 10 semifinalistas. No sistema adotado em 2015, a pretensão da coordenação brasileira do Miss Universo é tentar com Mayra uma classificação entre as cinco finalistas, para colocar sua sucessora entre as três finalistas em 2019 e tentar o título em 2020. Mas a liderança de Mayra na parcial mais recente do Críticas mostra rumo contrário. Já passou da hora do Brasil vencer. Ou o país leva a coroa de Miss Universo agora, ou a Polishop e a Band sofrerão duras cobranças.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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