Marido de ex-diretora do Miss Brasil Nayla Micherif e sócio de Donald Trump é dono de mansão ligada a homicídio no Urugai


Romo Neves comprou propriedade por US$ 1,2 milhão, em praia de Maldonado

Da redação TV em Análise

Reprodução/Pinterest


Sete anos após ter deixado o comando do concurso de Miss Brasil, a empresária mineira Nayla Micherif, 32, volta às manchetes não por concursos de beleza, mas por ter seu nome vinculado a um dos crimes mais bárbaros ocorridos no Uruguai: o assassinato do professor Edwar Vaz Fascioli, na cidade de Maldonado (126 km a leste de Montevidéu), ocorrido há duas semanas. Nayla não é suspeita, mas seu marido, o empresário Romo Neves, aparece como comprador da mansão, localizada num complexo residencial de alto padrão chamado Gypsy Queen (Rainha Cigana, em português). De acordo com o jornal argentino La Nación, Romo pagou US$ 1,2 milhão a um ex-assessor do ex-preseidente argentino Carlos Menem, 88, para comprar a propriedade, uma casa à beira da praia.
Nayla entrou com ação contra a filial brasileira do Google para barrar a publicação de notícias relacionadas ao caso na imprensa brasileira. A estratégia da defesa da ex-sócia da Gaeta Promoções e Eventos deu errado. Tão errado que as matérias a relacionando à casa de Romo, usada de acordo com a polícia uruguaia pára a prática de encontros sexuais, estavam no site de buscas até a conclusão da apuração da matéria. Romo tem negócios com a família do presidente americano Donald Trump, 72, desde a época em que era sócio da Miss Universe Organizationn com grupos de comunicação (CBS e depois NBC).
A reportagem do La Nacón chama Romo Neves de “capataz de terras”. Romo e Nayla compraram a casa em 31 de dezembro de 2013, pouco mais de dois anos depois de a Gaeta, empresa da qual Nayla foi sócia de 2001 a 2011, perde a concessão do concurso de Miss Universo no Brasil para o Grupo Bandeirantes de Comunicação. Nayla foi eleita Miss Brasil em 18 de abril de 1997, em Teresina, mas não se classificou na 46ª edição do concurso de Miss Universo, realizada em 16 de maio de 1997, em Miami Beach.
A polícia de Maldonado investiga a suspeita de lavagem de dinheiro na compra da propriedade, um complexo de mansões chamado Gipsy Queen. Nayla e Romo enfrentam processo na justiça uruguaia em função da venda das mansões ao professor assassinado e sua amante, uma garota de programa conhecida como “Bárbara”, e a amiga de ambos. A garota de programa e sua amiga são suspeitas de participar do assassinato.
Até o fechamento desta reportagem, a defesa do casal Nayla Micherif e Romo Neves não tinha se pronunciado a respeito da veiculação das notícias sobre o caso Gypsy Queen na imprensa uruguaia e também na imprensa da vizinha Argentina.

R. Figueredo/El País (Uruguai)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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