Documento oficial de campanha mostra que Trump assumiu comando da Miss Universe Organization em outubro de 1996


À ocasião, fez joint venture com a CBS

Da redação TV em Análise

David Becker/Getty Images/19.12.2012


Um dos documentos da campanha do então pré-candidato à Presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, 72, mostra que o empresário assumiu o controle da Miss Universe Organization em outubro de 1996, e não em maio, como muitos misspologos faziam crer. Quando a então mulher de Trump, a atriz Marla Maples, 54, apresentou a 45ª edição do concurso de Miss Universo, na noite de 17 de maio de 1996, no local onde hoje funciona o teatro The AXIS do Planet Hollywood Resort and Casino, em Las Vegas, Trump esteve no concurso como convidado. Só depois da eleição da venezuelana Alicia Machado como Miss Universo 1996 doi que as trativas de compra da então Miss Universe Inc. por Teump começaram. A entidade organizadora do Miss Universo, Miss USA e Miss Teen USA negociava uma parceria para manter a transmissão dos eventos na CBS, o que acabou acontecendo com a formação da Miss Universe Organization.
Formada em 50% pela CBS e outra metafde pela Trump Organization, a MUO sucedeu à antiga Miss Universe Inc. De acordo com a declaração de bens, obrigatória a todos pré-candidatos à Casa Branca, Trump confirmou ser sócio da MUO desde outubro de 1996. Foi nessa época que iniciou a sociedade com a CBS, que desde 1960, vinha transmitindo o Miss Universo administrado por quatro empresas distintas: Kayser-Roth (1960-1976), Paramount (1977-1986), Madison Square Garden Entertainment (1987-1993) e Procter & Gamble (1994-96). Foi a partir de então que Trump começou a reestruturar os concursos por ela administrados – Miss Universo, Miss USA e Miss Teen USA. Cortou despesas com transportes de cenários e contratou profissionais de outras premiações para gerir a nova entidade.
No início, a MUO tinha um orçamento de US$ 5 milhões, que foi sendo reforçado ao longo da passagem de Trump e depois da troca de parceria (da CBS para a NBCUniversal, em junho de 2002). A ida dos concursos da família do Miss Universo fez a MUO ter, em julho de 2015, época da declaração de campanha à Comissão Federal eleitoral (FEC, em inglês), valor de mercado de US$ 25 milhões (R$ 94,69 milhões, em valores atualizados). Foi esse montante que atraiu a International Management Group (IMG) para efetuar sua compra, em 14 de setembro de 2015, três dias após Trump tomar parte dos 50% da NBCUniversal. Contratos de licenciamento e venda de direitos de transmissão reforçaram o caixa da MUO após a chegada da produtora Paula Shugart à suia presidência, em 2001, indicada por Trump. Paula começou no Miss Universo em 1998, como produtora-executiva do evento.

Captura de tela/20.07.2018

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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