A Aly Raisman sabe melhor que Palocci e Marcola o caminho das pedras e das pedradas que os petistas atiram na imprensa


Os caminhos de trambolho olímpico do Rio

João Eduardo Lima
Editor e ciador dos blogs TV em Análise

Harry How/Getty Images/11.08.2016


A dois anos do início da Olimpíada de Tóquio e quase dois depois da abertura da Olimpíada do Rio de Janeiro, a ginasta norte-americana Aly Raisman abriu os olhos da sociedade brasileira ao relatar o horror de uma matéria do Fintástico sobre escândalo sexual na equipe brasileira de ginástica artística masculina. A Rede Globo, acusada por petistas de fabricar fake news, expôs na apuração da repórter Joanna De Assis uma das chagas que ficaram da herança maldita que o Brasil teve dos jogos de 2016, sem falar na corrupção e no superfaturamento das obras das arenas e reformas de estádios já existentes. Alguns, usados na Copa do Mundo da FIFA de 2014.
No Twitter, Raisman mandou pára os bordéis de Bangcoc a quadrilha que fez o golpe parlamentar de 17 de abril, que derrubou a presidenta eleita Dilma Rousseff, o chefe do Primeiro Comamdo da Capital, Marcos Camacho, o Marcola, o deputado cassado Eduardo Cunha, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o empreiteiro Marcelo Odebrecht, o presidente do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, a exemplo do que fizera com a Federação de Ginástica dos Estados Unidos no julgamento do médico Larry Nassar, que pegou cadeia perpétua pelos abusos que cometeu contra ela e uma lista extensa de ginastas.
A raiva de Raisman é a raiva do povo brasileiro. Povo esse que vê seus direitos trabalhistas sendo confiscados por uma reforma criminosa tramada pelo Centrão de Carlos Marun, Paulinho da Força, Valdemar da Costa Neto (condenado pelo mensalão do PT de 2005), Rodrigo Maia, apenas para citar algumas cabeças coroadas da corrupção nacional. Povo esse que é atingido pela volta de endemias do início do século XX, como o sarampo e a febre amarela (a proposito disso, quem for viajar para o Amazonas da Miss Brasil 2018, Mayra Dias, favor se vacinar antes de embarcar). Povo esse que volta a usar carvão para cozinhar suas comidas ao invés do gás de cozinha, cujo preço é o mesmo de um ingresso que custava para ver Raisman, Simone Biles e outras na Arena Olímpica da Barra da Tijuca.
Em momentos de “facts first” da CNN para se contrapor às manias de perseguição de fake news do presidente Donald Trump, ex-proprietário do concurso de Miss Universo, a raiva de Aly Rainsman, primeiro no choro do tribunal que condenou Nassar e depois em sua rede social reflete a decepção de milhões de brasileiros com a herança maldita que a Rede Globo plantou no Parque Olímpico da Barra da Tijuca, que quando era Autódromo de Jacarepaguá, deu tantas alegrias aos brasileiros na Fórmula 1. A de subutilizar esse complexo olímpico para festivais de rock, música sertanoja e eventos afins de nenhuma repercussão. A não ser nas plataformas e veículos de comunicação da família da “Paraty House”. Raisman faz o que o ex-prefeito de Ribeirão Preto, ex-deputado e ex-ministro Antônio Palocci não fez ao juiz Sérgio Moro na Operação Lava Jato: delatar a Rede Globo de Televisão. Nos ESPYs da última quarta-feira (18), Raisman e suas colegas tomaram a cara e a coragem para tanto.
Votei em Lula e Dilma e me opus ao impeachment desta última, mas com esse cenário temerário que a quadrilha do Decreto dos Portos da Rodrimar e do Coronel Lima, que em nada reflete o MDB do saudoso doutor Ulysses Guimarães (1919-1992), não posso deixar passar em branco esse carcinoma que o PMDB do Jucá “essa porra” fez depois do desmonte do  circo olímpico do Rio. O prefeito Crivella denotou que “não dá para organizar uma Olimpíada se a cidade do Rio de Janeiro não tem um mamograma na rede de saúde pública”. Foi esse argumento que tirou o candidato do prefeito vaiado Eduardo Paes do segundo turno e deixou o PMDB de Pezão amputado para a disputa municipal de 2016.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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