Assunto da semana: Indicações aos 70º Primetime Emmys – 2


A elitização das indicações de atuação em drama do 70º Emmy

Netflix?Divulgação


Fiquei horrorizado com as formações dos quadros de indicados nas áreas de série dramática referentes a ator e atriz principal no 70º Primetime Emmy. O que diabos Jason Bateman está fazendo numa série que ninguém vê, tampouco ouviu falar? O que é Ozark? O novo disco do Tiririca? Código secreto das delações da JBS para derrubar o Temer no Jornal Nacional e na GloboNews? Não. Trata-se de mais um trambolho da Netflix. A mesma casa de House of Cards e Orange is the New Black. Vocês acham que vou comentar atuação de série que não vejo?

BBC America/Divulgação

Nada tenho contra Bateman, tampouco contra a Sandra Oh do Grey’s Anatomy, investida num tal de Killing Eve. Alguma coisa a ver com a morte de Eva pela cobra na passagem da Bíblia? Não. Trata-se de uma personagem de ficção de drama de espionagem da BBC inglesa, com a escada da BBC America. Nada mais apropriado para tempos de agente nervoso contra diplomatas russos. Da mesma forma que esse tal de Ozark (quem?), não posso comentar coisa que nem sequer assisti. E depois vem fã de série me acusar de alienado pela Globo, etc etc…

Fotos BBC America e Netflix/Divulgação

Nas atrizes, dá para falar da Tatiana Maslany com uma certa propriedade. É a multifacetada do Orphan Black que alegrou o Canadá em 2016. Deixou para trás cobras criadas como Claire Danes e Viola Davis. Em 2017, esquece. Uma temporada do Orphan… no A&E já foi suficiente para usar o “método Antônio Anastasia de conjunto da obra”, herança maldita do golpe parlamentar que derrubou Dilma Rousseff. Dá para arriscar algo, mas os miguelitos de sindicato para Claire Foy, de The Crown, são espinhosos para uma concorrência ainda mais salutar. Não é justo.

Fotos Hulu, FX Networks e NBC/Divulgação

Unfair play à parte, me vem à cabeça a memória de Elisabeth Moss na vitória do ano passado como a freira boquirrota de The Handmaid’s Tale. Não recomendado para menores de 16 anos. Virando o disco, denoto em Keri Russell alguma chance de fechar seu ciclo por The Americans, após seis temporadas. Tem carisma de garota propaganda de sabonetes. Homens? A pedra 2030 se chama Sterling K. Brown, de This is Us. Tem chances de levar a segunda estatueta só por essa série. Em 2016, venceu em minissérie por American Crime Story. de O.J. Até sábado.


Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (21/7)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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