Onda de boatos cerca escolha da sede do Miss Universo 2018


O mais recente envolve a Tailândia

Da redação TV em Análise

Saeed Khan/AFP/Getty Images/15.05.2005


Mais da metade do reinado da sul-africana Demi-Leigh Nel-Peters, 23, como Miss Universo 2017 já foi embora e a profusão de rumores sobre onde será a 67ª edição do concurso de Miss Universo, cuja data também é motivo de guerra entre missólogos, só aumenta. Ainda mais levando-se em conta que faltam menos de seis meses para a sua realização. A Miss Universe Organization e a rede de televisão FOX estão diante de uma bomba relógio a se desarmar no campo da comunicação, cuja estratégia é neutralizar as informações acerca de onde efetivamente o concurso ocorrerá.
Até 2004, era comum as sedes do Miss Universo do ano seguinte serem definidas com bastante antecedência. Na gestão da Kayser-Roth, essa prática era comum e continuou nas da Gulf+Western, Paramount e Procter & Gamble até Donald Trump colocar a salmoura necessária para seu abafamento, ainda mais com a disseminação da Internet e das mídias sociais, a partir da segunda metade da década de 1990 e da segunda metade dos anos 2000, respectivamente. Só a televisão já não era mais suficiente para divulgar o Miss Universo e seus valores, sua ética e sua missão junto a entidades de caridade e ajuda ao próximo.
Escolhida sede do Miss Universo 2005 em 10 de julho de 2004, Bangcoc foi a última cidade a ser escolhida sede da edição seguinte do Miss Universo pouco mais de um mês após a realização da edição do ano – a de 2004 ocorrera no dia 1º de junho, em Quito. E a miss de então, Jennifer Hawkins, esteve na capital tailandesa para compromissos de caridade. Chile, Vhina e Grécia também estiveram na mira da MUO para receber a 54ª edição do Miss Universo. Mas o peso político do então primeiro ministro Thaksin Shinawatra foi importante na manutenção de Bangcoc como cidade-sede, mesmo após a tragédia da tsunami de 26 de dezembro, que matou mais de 300 mil pessoas no Sudeste Asiático. A MUo entendeu o recado, a dor, o sofrimento e a solidariedade tailandeses. Assinou-se o contrato. A Tailândia pagou US$ 6,5 milhões à MUO após uma troca de empresas organizadoras.
E é exatamente a Tailândia o principal alvo do alarido de boatos sobre a sede do Miss Universo 2018. Fontes não oficiais asseguram de pés juntos que o governo local estaria com as mãos na sede do concurso, após tratativas fracassadas com China e Filipinas. Graças ao empresário Chavit Singson, 76, Bangcoc se mantém viva na disputa pela sede ao lado de Nha Trang e Seul. As três cidades já sediaram edições anteriores do Miss Universo, mas é Bangcoc que leva vantagem. Sediou os concursos de 1992 e 2005. Mas é pé-frio com as candidatas locais na disputa. Seul e Nha Trang receberam o Miss Universo uma vez, em 1980 e 2008.
Ao invés de ajudar, a briga psicológica de missólogos sobre a sede do Miss Universo 2018 só atrapalha o ritmo de suas negociações. Desorienta empresários interessados e deforma opiniões, inclusive entre os círculos mais conceituados de missólogos. A Internet virou território de baixarias comesinhas e escrotas entre um missólogo e outro. Fabrica-se aí uma falsa confiança que, no final, não vai acabar resultando em nada. Só dará decepção.
Desde que assumiu o Miss Universo em 2015, a Endeavor se debruça nesse vai e volta de sedes do concurso. Foi em seu primeiro ano em Las Vegas porque Bogotá desistira por razões obvias. Ocorreu em Manila em 2016 graças a um empurrãozinho de Pia Wurtzbach. Voltou a Las Vegas porque Iris Mittenaere era péssima cabo eleitoral para a França levar a sede. Deixou escapá-la como o sabonete que alisa o seu corpo. E com Demi-Leigh? Segue a inépcia? Ou vai se esquecer que a África do Sul sediou a Copa do Mundo FIFA de 2010?

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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