Assunto da semana: Submissões ao 70º Primetime Emmy – 1


O cardápio reprimido de especiais ao vivo no Primetime Emmy

Brian Friedman/NBC/NBCU Photo Bank via Getty Images/20.05.2018


Desde que começou a ser concedido em 1977, o Primetime Emmy de melhor especial de variedades sofreu inúmeras divisões e renomeações. Se misturou alhos com bugalhos numa sucessão de terminologias que chegaram ao consenso de, para a 70ª edição, marcada para setembro, separar-se no dia das premiações técnicas os especiais ao vivo dos especiais gravados. Só de especiais ao vivo foram 29 submissões. Do Miss Universo ao Oscar, passando por premiações de música country, teletons, queimas de fogos do 4 de Julho e apresentações de comédia.
Até o ano passado, se inventou um arcabouço do Emmy denominado “programa de classe especial”. O que é programa de classe especial? Nada mais, nada menos que um termo para acomodar o Oscar e o Grammy nesse escopo e agradar seus produtores. Mas a demanda de especiais ao vivo começou a tomar um novo impulso a partir de 2013, quando a NBC retomou o projeto dos teleteatros. A FOX foi na mesma direção em janeiro de 2015 com Grease Live!. E não parou mais por aí. Se contarmos a pancada de 45 especiais nas redes americanas, a coisa pega.
No três com goma que o Emmy criou para os especiais até o ano passado, chegou-se ao absurdo de criar categoria de “programa de classe especial de curta duração”. Que diabos era aquilo e para que servia? Era uma inutilidade feita apenas para acomodar o Show de Intervalo das decisões do Super Bowl. Mas fizeram no início do ano coisa parecida com a decisão do futebol americano universitário do College Football da NCAA. Não chegaram aos pés da mega produção empregada para Justin Timberlake. A ESPN, com o show da final do College, fez coisa pífia.
Na listinha de submissões ao 70º Primetime Emmy de melhor especial ao vivo de variedades, indicações do Oscar, Grammy, Golden Globes e Intervalo do Super Bowl são pedras cantadas. O problema está em qual especial vai pegar a quinta vaga de indicação. Entre ACM Awards, Billboard Music Awards, SAG Awards, VMA, dentre outras denominações, ficará difícil para o grupo votante exercer sua escolha. Será um pente fino mais fino do que aquele que se passa em cabeça com piolho. Não na careca do Steve Harvey, por razões óbvias. Bom sábado a todos.


Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (16/6)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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