Chefe do Departamento de Turismo filipino condiciona sede do Miss Universo a vitória em 2018, que já parece impossível


Bernadette Puyat pensa que somos idiotas

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Ben Nabong/Rappler/13.05.2018


A idiotice que Bernadette Romulo-Puyat fez ao anunciar a desistência das Filipinas em sediar a 67ª edição do concurso de Miss Universo custou caro à imagem do país no exterior, já arranhada pela política de justiçagem do presidente Rodrigo Duterte, 73, contra dependentes químicos e pela poluição que levou ao fechamento do balneário de Boracay por seis meses. Alegar “razões orçamentárias” é a mesquinharia mais sórdida que uma representante de governo pode cometer para inviabilizar um concurso internacional de beleza. Não passa de desculpa esfarrapada.
De acordo com a imprensa oficial filipina, Puyat alegou também que asw Filipinas já tinham recebido o Miss Universo 2016, entre 9 de dezembro de 2016 e 30 de janeiro de 2017. A antecessora de Puyat, Wanda Teo, 65, vinha conduzindo as negociações com algum êxito até estourar uma denúncia de corrupção que lhe custou o comando do DOT, sigla em inglês para o Departamento de Turismo do país. Duterte nomeou para o lugar de Teo uma inepta em negociações de grandes eventos internacionais, saída do Departamento de Agricultura.
No fim do comunicado oficial, Puyat deixou clara sua posição: as Filipinas só sediarão doravante alguma edição do Miss Universo se alguma representante do país vencer o concurso. Não é o caso de Catriona Gray, que ocupa a quinta colocação na 12ª avaliação parcial que o TV em Análise Críticas divulgou no início da tarde desta segunda-feira (4).
O dano que Bernadette Puyat fez à imagem internacional das Filipinas após essa medida é irreversível. No Miss Universo 2018, em dezembro, Catriona nada mais fará que sua obrigação: conseguir uma classificação para as Filipinas e ponto. As Filipinas já passaram 42 anos sem vencer um título de Miss Universo. Agora, convém esperar um pouco mais.
No fundo, Bernadette Puyat, como secretária do governo Duterte, pensa que os missólogos e a opinião pública internacionais são idiotas e inocentes úteis diante da barbárie contra os dependentes químicos. Puyat pensa que Wanda Teo fez do DOT a Casa da Mãe Joana para vender as Filipinas ao mundo. Inclusive para o careca do Steve Harvey. Pensa, nas desculpas orçamentárias para não sediar o Miss Universo 2018, que Wanda Teo usou e abusou do dinheiro do DOT para fazer publicidade no programa de TV do irmão, na rede pública filipina. É a mesma conversa que o desgoverno Temer fez no Brasil para acabar com políticas sociais e ministérios como o do Desenvolvimento Agrário, terreno esse que Bernadette Puyat conhece muito bem, além de proibir investimentos públicos por 20 anos.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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