Paula Shugart precisa arregaçar as mangas para definir a sede da 67ª edição do concurso de Miss Universo o quanto antes


As questões do Miss USA e do Miss Teen USA já estão vencidas e agora são história

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Matt Sullivan/Getty Images/21.05.2018


Metade do reinado da sul-africana Demi-Leigh Nel-Peters, 22, omo Miss Universo 2017 já se foi e a Miss Universe Organization ainda não acordou do pesadelo que foi a ida de sua presidenta, Paula Shugart, às Filipinas, no início do mês passado, a título de nada. O ambiente político que culminou na troca de Wanda Teo por Bernadette Puyat no comando do Departamento de Turismo (DOT) desfavoreceu a realização da 67ª edição do concurso de Miss Universo naquele país. Isso sem contar a censura imposta pelo Partido Comunista da China (PCCh) à realização do concurso na cidade de Hancheu, dificultando sua transmissão ao vivo.
Estamos a seis meses da definição de quem vai suceder Demi-Leigh no título de Miss Universo. A MUO de Shugart ainda tenta se recompor da organização exaustiva do Miss Teen USA e do Miss USA, em Shreveport (noroeste da Luisiana), no mês passado. Se gastaram US$ 5 milhões para a sua realização, parte deles vinda de fundos públicos de incentivo ao audiovisual geridos pelo governo da Luisiana. O restante veio de patrocinadores.
A eleição de Sarah Rose Summers, do Nebraska, como Miss USA 2018 fechou dois terços dos eventros da MUO para o ano de 2018. Agora o que falta resolver e onde e quando, efetivamente, será a 67ª edição do Miss Universo. Shugart diz estar com as opções “abertas” para a realização do concurso. Fez isso na frente do empresário Chavit Singson, 76, em ambiente familiar, na casa dele, em Manila. Singson tem negócios na China (que já recusou o concurso), Coreia do Sul (que recebeu o concurso em 1980), Tailândia (sede em 1992 e 2005) e Vietnã (sede do concurso de 2008).
Já estamos no dia 3 de junho e a presidenta da Miss Universe Organization precisa parar de brincadeira em relação à decisão sobre a cidade-sede do Miss Universo 2018. Com Mamnia e Hancheu fora, resta a Nha Trang e Seul esperarem o que Singson vai fazer para mobilizar sua família e os diretores da MUO se mexerem para decidirem qual cidade vai sediar o evento. A partir de agora, as cobranças e pressões em cima da organização do Miss Universo passarão a se intensificar. A comunidade missológica está de olho.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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