Cenários de data que a MUO está trabalhando para realização do concurso Miss Universo 2018 desfavorecem a Colômbia


Dependendo da data, sucessora de Laura Ospina terá de uma a duas semanas para se preparar

Da redação TV em Análise

Yomaira Grandett/El Tiempo


As datas que a Miss Universe Organization tem em estudo para a realização da 67ª edição do concurso de Miss Universo – 25 de novembro, 16 de dezembro ou 20 de dezembro – não são nada animadoras para os torcedores da candidata que a Colômbia vier a eleger para a disputa, no dia 12 de novembro, em Cartagena das Índias. A sucessora de Laura Ospina, 23, poderá ter de embarcar imediatamente para a cidade-sede a ser definida (caso o Miss Universo ocorra em novembro) ou ter 18 dias de preparação adicional (caso a disputa vá para dezembro).
A direção do Concurso Nacional de Belleza Colombia, entidade que promove o concurso Señorita Colómbia, até que tentou tranquilizar a opinião pública colombiana com uma possível aclamação da sucessora de Laura, em março último, que acabou não acontecendo. Jogou-se o drama para os concursos provinciais, que estão definindo as candidatas do Miss Colômbia 2018. Na contramão de Brasil e Venezuela, potências históricas na América do Sul, a Colômbia comete um grande retrocesso ao jogar para o fim da fila o seu concurso.
Indepentende de que decisão a MUO vier a tomar em relação à cidade-sede do Miss Universo 2018, a Colômbia de Luz Zuluaga e Paulina Vega esá dando um passo atrás no seu histórico exemplo de eleger sua candidata primeiro. Já não bastasse a decisão errada que a coordenadora do Miss Universo Porto Rico, Denise Quiñones, 37, tomou para o concurso de 2018 (marcá-lo para setembro), a gestão de Raimundo Angulo estará cometendo a maior atrocidade Desde 1957, a Colômbia sempre se pautou por eleger sua representante para o Miss Universo com bastante antecedência, com finais sendo realizadas em novembro. Só em 2017, o CNB Colômbia cedeu à agenda da MUO e realizou seu concurso no mesmo ano e não no anterior. Angulo bateu o pé com a ING Universe e decidiu que o concurso de 2018 seria em novembro, e não em março, contrariando as vontades norte-americanas da MUO.
Há componentes políticos que podem acabar desfavorecendo a Colômbia no Miss Universo 2018. O primeiro deles é a desorganização causada pela transição da Jolie de Vogue pela rede de televisão RCN, que num só pacote comprou da IMG os direitos de transmissão do Miss Universo em TV aberta (que eram de sua rival, a Caracol TV), a organização do Señorita Colómbia, bem como tudo que disser respeito a interesses comerciais, etc. De um intervalo de cinco a catorze meses (de 1958 a 2016). a Colômbia tece de, em 2017, mandar uma miss que tivesse oito meses de preparação para o Miss Universo. Agora, esse intervalo diminuiu drasticamente. Corre-se o risco de eleger uma miss a menos de 48 horas de embarcar no Aeroporto de Bogotá. E isso nem Aangulo, tampouco a RCN querem. Vai acabar manchando a imagem do país no concurso internacional. Só na gestão de Angulo, iniciada em 1996, foram 11 classificações em 21 participações, o que equivale a um aproveitamento de 52,38%. O brasil, nesse mesmo período, classificou o mesmo tanto de candidatas entre semifinalistas e finalistas, porém sem título, como a Colômbia fez em 2014.
Faz pena diante de um cenário pavoroso como esse a Colômbia se arriscar a não classificar candidata entre as semifinalistas pela primeira vez desde 2014, quando Paulina Vega encerrou uma seca de 56 anos de títulos. Era a segunda mais longa do Miss Universo, atrás apenas da França (63 anos), que fez a tarefa dois anos mais tarde. É extremamente triste ver uma potência decair a esse nível. O do improviso e das coisas feitas em cima da hora.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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