Assunto da semana: As conclusões da xepa da Nielsen 17-18


Leituras da NFL não interessam nos 50 programas mais vistos

Christopher Mast/Icon Sportswire via Getty Images/01.10.2017


Por mais encheção de saco que imponham, não interessa ao fim da temporada televisiva americana 2017-2018 falar da audiência de transmissões do futebol americano da National Football League (NFL), carregadas pela NBC e CBS. Vai se repetir mais do mesmo ao final de uma apuração rígida dos números dos 50 programas mais vistos, tanto em total de telespectadores quanto na média entre o público na faixa de 18 a 49 anos. Por mim, a música da Carrie Underwood fica restrita ao soneto dominical do American Idol, capaz de sangrar ouvido de Stormy Daniels.
Sem entrar nas verborragias de Roseanne Barr que custaram a volta de sua sitcom à ABC, as leituras do top 50 de audiência denotam um ambiente pavoroso na maioria dos programas ranqueados. Em telespectadores, se salvaram Mom, Law & Order: Special Victims Unit, Life in Pieces e The Middle. Estas produções conseguiram evoluir em telespectadores em relação à temporada 2016-2017. É um grupo seleto de salvação de uma terra arrasada pela dominação de streaming e canais pagos, que pautam a mídia depois que “Sopranos” acabou em 2007.
Em tempos de Handmaid’s Tale e House of Cards, fica temerário arriscar qual série conseguiu prender o público de TV aberta no dia de sua exibição original. Não sou eu quem digo. Quem atesta isso é a Nielsen Media Research, aparentemente afoita para dar às redes tábua de salvação quando da divulgação dos números finais de DVR, relativos à gravação. Esse expediente vale para 9-1-1, como já expus, e outros shows roteirizados. Realities não entram na conta. Como? A Nielsen pega as séries roteirizadas como referência para inflamar a pauta de mídia.
No momento em que as redes colocam querosene de aviação para segurarem as pontas na summer-season, as listas dos 50 mais vistos expõem ambientes distintos de pautagem de audiência. Sem crise, a não ser dos factoides do idiota do Trump, a indústria de TV aberta americana termina a temporada 2017-2018 com humores distintos de cobrança aos elencos de várias séries. Se querem o Emmy ou o Golden Globe, que escrevam histórias mais palatáveis e não receituário de farmácia ou receita de bolo Martha Rocha. Foi nessa vala que Code Black acabou. Bom final de semana.


Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (2/6)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Canta USA, Coluna da Semana, Ibopes da vida, Numb3rs, Reality-shows, Séries e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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