67ª edição do concurso Miss Universo deverá custar US$ 25 milhões à cidade-sede fora dos EUA que vier a se interessar


Evento deverá ser o mais caro da história

Da redação TV em Análise

Frazer Harrison/Getty Images/26.11.2017


Diretores da Miss Universe Organization já começaram a levantar os custos de organização da 67ª edição do concurso de Miss Universo, que tem datas trabalhadas para 25 de novembro, 16 de dezembro ou 20 de dezembro. De acordo com o site especializado Sashes&Scripts, se o certame vier a acontecer fora dos Estados Unidos, não deverá ficar por menos de US$ 25 milhões à cidade que se interessar. O custo envolve direitos de transmissão, direitos comerciais, pagamento de royalties, infraestrutura, logística e transporte das candidatas.
Esse foi o motivo que levou o Departamento de Turismo das Filipinas a baixar a bola em relação à intenção inicial de sediar o Miss Universo 2018. Com a desistência filipina, o território chinês de Macau e a cidade vietnamita de Nha Trang tem sido fortemente especuladas para receber o certame. Nha Trang recebeu o Miss Universo 2008 ao custo de US$ 20 milhões, principalmente com a construção de um novo teatro.
A realização do Miss Universo 2011 em São Paulo custou US$ 16 milhões. Apesar do dispêndio, a capital paulista já tinha casa de espetáculos pronta para receber o certame. O custo é US$ 1 milhão maior que o verificado na realização da 65ª edição do Miss Unoverso, em janeiro de 2017, em Manila.
Em qualquer cenário de data, a realização do Miss Universo 2018 nos Estados Unidos é mais barata. Sai mais em conta se realizada em Las Vegas. As edições de 2015 e 2017 custaram US$ 2,5 milhões à Endeavor. A lógica de fazer o Miss Universo em Vegas também ajuda na dinâmica da emissora que detém os direitos de exibição no país, no caso a FOX. Ajuda a rede a dar maior racionalidade a seu cronograma de eventos especiais.
Ao invés de ajudar, o desespero de alguns missólogos só faz atrapalhar a desenvoltura da MUO na condução das negociações, que já passaram do tempo de serem concluídas. Não se deve dar ao Miss Universo 2018 uma data que dê desconforto a coordenações nacionais (casos de Colômbia e Porto Rico), que investem pesadso na preparação de suas candidatas, em favor de outras (como é o caso de África do Sul, Brasil, Estados Unidos, México e Venezuela, que planejaram seus certames com bastante antecedência). Quanto maior o tempo de preparação da candidata, melhor para a disputa do título.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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