Número de candidatas nacionais eleitas ainda não é suficiente para MUO anunciar país-sede da 67ª edição do Miss Universo


Com apenas 25, não dá para dizer nada

Da redação TV em Análise

Miss Universe Organization/Divulgação/26.11.2017


Embora alguns missólogos tenham se precipitado, Manila ainda não pode ser dada como certa para sediar a 67ª edição do concurso de Miss Universo, em dezembro. Diretores da Miss Universe Organization avaliaram que, com apenas 25 candidatas nacionais eleitas até esta quarta-feira, 16 de maio, não dá para fazer anúncio algum de quando e onde será a eleição da sucessora da sul-africana Demi-Leigh Nel-Peters, 22. O almoço com o empresário Chavit Singson, 76, foi uma mostra de para onde deve ser apontada a indicação da cidade-sede. Singson tem negócios em outros países que tem cidades-candidatas neste processo de escolha: Bangcoc, Cingapura e Seul. No Vietnã, a atuação da LCS, empresa de Singson, não está em Nha Trang, que luta para voltar a receber o concurso depois de 10 anos. Tem estrutura pronta para tanto.
É natural que a troca de Wanda Teo, 65, por Bernadette Puyat tenha provocado alguma tensão nas negociações com a Miss Universe Organization. A postura de Puyat parece se identificar com a da presidfenta da MUO, Paula Shugart, que na sua passagem pela capital filipina pediu “prudência” aos jornalistas que ansiavam por respostas de ambos os lados – tanto da MUo quanto do Departamento de Turismo filipino (DOT, na sigla em inglês). A baixa quantidade de candidatas nacionais já eleitas não pede um anúncio apressado de sede do Miss Universo 2018. Para que tal anúncio seja feito, a MUO quer esperar que o contingente de candidatas nacionais eleitas chegue a 60, o que só deverá ocorrer entre o final de agosto e a segunda semana de setembro. Nessa leitura, o Brasil se precipitou ao antecipar sua etapa nacional, por causa de Copa do Mundo e eleições. Deverá pagar um preço alto, aumentando seu jejum de títulos em 2019 para 51 anos. E tal coisa deverá se arrastar a ponto de nem Ideda Vargas, tampouco Martha Vasconcelllos estarem mais entre nós. Estão promovendo o assassinato do sonho de miss.
Na contramão do Brasil, Porto Rico e Estados Unidos, potências com mais títulos de Miss Universo, se planejaram e aprontaram seus calendários há bastante tempo. No Brasil, a Polishop fez um arremedo de calendário que foi trocado três vezes a pedido da Rede Bandeirantes. Acabaram aclamando quatro candidatas estaduais, para comprovar o desastre que é o projeto do Miss Brasil, na gestão do Grupo Bandeirantes de Comunicação. Afugenta audiência e anunciantes, a ponto de o concurso ser reduzido a apenas uma hora de duração. Da magia da época de Adalgisa Cololmbo a Rejane Vieira da Costa, não sobrou nem o pó. Não o dos traficantes da Rocinha, Borel e morros afins. Mas o dos escombros de um projeto que sucumbiu em 1980 junto com a rede Associada de televisão, cassada pelo governo do general João Figueiredo (1918-1999), aquele que preferia os cavalos ao cheiro do povo.
É pouquíssimo provável que o consórcio Band/Polishop vá investir em campanha para a sucessora de Monalysa Alcântara nop caminho para o Miss Universo 2018. Serão sete longos meses de preparação. É muito provável que os efeitos do Miss Brasil 2018 se esvaneçam ao longo dos meses, quando o TV em Análise Críticas for promovendo mais avaliações parciais após cada concurso ou aclamação nacional para o Miss Universo 2018. O que acontecer após a noite do dia 26, no Riocentro, se torna altamente imprevisível.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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