Globo pagou propina para Olivia Culpo ser Miss Universo 2012


Denúncia é dos Ministérios Públicos de Nevada, Nova York e Rhode Island

Da redação TV em Análise

David Becker/Getty Images/19.12.2012


O grupo brasileiro de mídia Globo pagou propinas para a eleição da norte-americana Olivia Culpo como Miss Universo 2012, no dia 19 de dezembro. A constatação é dos Ministérios Públicos dos Estados americanos De Nevada, Nova York e Rhode Island, que colheram provas e ouviram testemunhas no processo do caso que ficou conhecido como “propinoduto da Olivia Culpo”. De acordo com as promotorias locais, os pagamentos teriam sido feitos através da empresa Globo Overseas, a mesma que aparece nos contratos de transmissão da Copa do Mundo FIDA de 2002.
De acordo com a denúncia, a Globo teria oferecido US$ 500 mil a cinco jurados – Scott Disick, Masaru Morimoto, Lisa Vanderpump, Crystle Stewart e Farouk Shami. Em troca, o grupo da famíglia Marinho seria beneficiado com a desclassificação da candidata brasileira Gabriela Markus, que não aconteceu. A gaúcha acabou na quinta colocação. A eleição de Culpo não foi destaque nos veículos da Rede Globo. A ordem se estendeu à afiliada da emissora no Rio Grande do Sul, a RBS-TV, bem como aos jornais Zero Hora e Pioneiro.
Essa não é a primeira denúncia em que a Rede Globo é envolvida no esquema de corrupção do resultado do Miss Universo 2012. A emissora também é citada nas acusações contra a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e Associação Nacional de Jornais (ANJ). A reportagem do TV em Análise Críticas não localizou ninguém do Grupo Globo para comentar as novas acusações.
Por meio de nota, a IMG Universe, atual controladora da Miss Universe Organization, diz estar colaborando com as investigações “no sentido de punir os malfeitos praticados pela administração anterior”. À época dos fatos, a MUO pertencia ao presidente americano Donald Trump, 71. A defesa de Trump e a Casa Branca não foram localizados para tratar da questão, que pode desembocar em um pedido de impeachment.
Devido a manobras como essas da Globo, o Brasil está há 49 anos sem vencer o título de Miss Universo. Antes, durante e depois do reinado de Martha Vasconcellos como Miss Universo 1968, a Globo apoiou a ditadura militar que acabou em 1985, elegeu presidentes no período da redemocratização e colocou na cadeia um que foi eleito contra a sua vontade, operário pernambucano semianalfabeto que não falava inglês. E derrubou uma presidenta reeleita pela vontade de 54 milhões de brasileiros. Orquestrou planos econômicos que deram errado. E produziu a tragédia alemã do 7 a 1 do Mineiratzen, fazendo com que as camisas da Seleção Brasileira de Futebol fossem usadas até em atos criminosos contra a liberdade de expressão e a instauração do ódio contra movimentos sociais de esquerda.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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