Band está preocupada com tempo de arte do Miss Brasil 2018


Programa de Amaury Jr. ameaça reduzir etapa brasileira do Miss Universo para uma hora e homenagem a Martha Vasconcellos está seriamente comprometida

Da redação TV em Análise

Miss Sergipe/Divulgação/21.02.2018


Os compromissos comerciais do programa Amaury Jr. devem obrigar a Rede Bandeirantes a apertar o freio em relação aos planos para a transmissão da 64ª edição do concurso de Miss Brasil, prevista para o dia 26 de maio, no Riocentro, na zona oeste do Rio de Janeiro. De acordo com fontes da emissora, há uma preocupação enorme com o tempo de arte a se destinar à transmissão do concurso, que normalmente é de duas horas, contando os intervalos comerciais. A Polishop, por sua vez, nega a intenção de apequenar o Miss Brasil 2018 por imposição da Band e de clientes de um dos programas da casa.
O formato de produção do Miss Brasil 2018 ainda está sendo discutido na Band, mas essa discussão só será retomada depois que os diretores do concurso, Marcelo Soes e Karina Ades, retornarem de Teresina, onde assistirão à última etapa estadual do Miss Brasil, no sábado (28). O que erstá em xeque é a homenagem aos 50 anos de coroação da baiana Martha Vasconcellos como Miss Universo 1968. Estados como Bahia, Pernambuco e Sergipe já a homenagearam em seus concursos desde o final de fevereiro.
O contrato entre a Band, Polishop e GL Events, arrendatária do Riocentro, para a realização do Miss Brasil 2018 já foi assinado, com intermediação da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. O que está em jogo agora é o tempo de duração da final do Miss Brasil 2018. E a possibilidade de a Band realizar programas preliminares para definir semifinalistas e finalistas. A Organização Miss Brasil Universo descartou essa possibilidade. Também se estuda a realização de uma preliminar aos moldes do Miss USA, transmitida pelas redes sociais do Miss Brasil. Esta possibilidade também foi descartada pela Band, que prefere boletins de confinamento e final simples. Com isso, o júri técnico de trajes de banho deve permanecer, não se sabe em que condições.

O Rio contra o crime

Outro ponto que a Band e a Polishop passarão a se preocupar a partir de agora para o Miss Brasil 2018 é a segurança das candidatas. Ao desembarcarem no Aeroporto Internacional do Galeão, as misses passarão por comunidades dominadas pelo tráfico de drogas e pelas milícias, entre as zonas norte e oeste. O maior perido está nas comunidades da Maré, Vila Kennedy, Complexo do Alemão e Vila da Penha, alvos de tiroteios constantes entre criminosos, policiais militares e membros das forças de intervenção federal militar na segurança pública do Estado do Rio de Janeiro. Por esta razão, passeios para lugares como Angra dos Reis, Armação dos Búzios e Paraty foram inteiramente descartados da programação da etapa brasileira do Miss Universo 2018.
A Miss Universe Organization já foi informada da ameaça à integridade física que as candidatas do Miss Brasil 2018 poderão ter em casos de tiroteios entre policiais e organizações criminosas. Antes da abertura das Olimpíadas de 2016, chefes das principais organizações criminosas e milícias foram transferidos do Complexon de Gericinó, em Bangu (zona oeste), para presídios federais fora do território fluminense.
É a primeira vez desde 2007, quando o concurso ocorreu pela última vez no Estado, que o Miss Brasil tem aumentada sua preocupação com a segurança das candidatas. Embora seja um cartão postal internacional, o Rio deve mostrar às candidatas do Miss Brasil 2018 ser um lugar seguro, antes que o governo de Luiz Fernando Pezão (MDB) vacile, como vem vacilando nas investigações do assassinato da vereadora do PSOL Marielle Franco e de seu motorista, bem como de tantos outros crimes insolúveis. Muitos, pela incompetência do Estado, que farreou nas obras da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de Verão de 2016. O grupo político de Pezão está quase todo na cadeia, a começar de seu chefe, Sérgio Cabral Filho, que recebeu no Palácio Guanabara a Miss Universo de 2006, a porto-riquenha Zuleyka Rivera. Isso, num momento em que o programa sax Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) se mostravam em propagandas enganosas endossadas pela Gaeta Promoções e Eventos e pela próṕria Band. Ambas devem desculpas à história por essa trapaça contra o contribuinte fluminense, que começou com Rosinha Garotinho, em abril de 2005.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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