O problema não é o Wesley Safadão ter derrotado o Jô Soares no programa do Porchat e sim a desregulamentação da mídia


Governo de gangsteres favoreceu emporcalhação das redes abertas por açougues sertanejos da MPB

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Record TV /Divulgação


Em tempos da doleira Nelma Kodama cantar Amada Amante do Roberto Carlos, a derrota da primeira parte da entrevista de Jô Soares ao Programa do Porchat para a pocilga musical de Wesley Safadão no The Noite do delinquente Danilo Gentili não soa surpreendente. Saí da sonífera ilha da definição do top 14 da 16ª temporada do American Idol (a qual tomou sova do ACM Awards – ACM de Academy of Country Music e não do prefeito de Salvador) e assisti a boa parte da conversa de Jô com Porchat.
Revelações sobre a perseguição do delegado Sérgio Paranhos Fleury a artistas da Rede Record não soaram interssantes à massa de ignorantes e inocentes úteis que assiste às imbecilidades de Gentili, que teve filme financiado pela Ancine no desgoverno Temner. Talvez para o público do The Noite pouco ou nada interesse saber se Senor Abravanel recebeu concessões de televisão com amparo de generais dos governos Geisel e Figueiredo entre 1975 e 1981. Isso em troca de favores mais pornográficos que as planilhas do Perondi no arquivamento da segunda denúncia contra Temer, mostrado quase que exclusivamente pela Rede Globo. Quase.
O subdesenvolvimento da Música Popular Brasileira provocado a partir de 2012, com o surgimento das emporcalhações do dito “sertanojo universotário” de expoentes da baixeza de Simone & Simária, Maiara e Maraísa, Marília Mendonça, dos irmãos Araújo e de Wesley Safadão é reflexo da ignorância e da imbecilidade de supostos radialistas, que sequer tem registro de DRT, para atuarem como lobistas da Rede Globo, jornalistas comprados, cabedais do capitalismo selvagem norte-americano e do Departamento de Estado de Washington. Nos protestos de 2015-2016, vestiram a camisa da Seleção e foram à Avenida Paulista baterem panelas “em nome da família brasileira”. Família brasileira?
Nos confrontos diretos com Gentili, a entrevista de JÔ ao Porchat deu uma verdadeira Isadora Williams de audiência, lutando para não escorregar nas garras dos ruralistas da Band, que transmitem o Miss Brasil e o Miss Universo desde 2003. De resto, sua forma e conteúdo foram um porrete nos idiotas que pregaram a islamofobia mais escrota contra a senadora Gleisi Hoffmann e, mais atrás, em 2010, contra a Miss USA de então, a imigrante libanesa Rima Fakih. A ambas, o TV em Análise Críticas hipoteca sua solidariedade.
O grande problema para Jô não ter derrotado Wesley Safadão, contratado da Som Preso, não é a Record, nem o SBT. E sim a falta de regulamentação da mídia, amplamente defendida pelo vampiro Michel Temer, que já acabou com a Consolidação das Leis do Trabalho e está prestes a entregar a Petrobras de bandeja para a Chevron.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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