Assunto da semana: Uma casa de tolerâncias chamada Brasil


Rua Augusta tem um pouco dos prostíbulos de Maroni e STF

O2 Filmes/TNT/Divulgação


Em tempos de #LulaLivre, qualquer semelhança entre o inferninho da minissérie Rua Augusta (TNT, 5ª, 23h15, 16 anos) e o Bahamas do Oscar Maroni com retratos de Sérgio Moro e Carmen Lúcia do Supremo Tribunal Federal não é mera coincidência. Não mesmo. Desde o arquivamento da segunda denúncia contra o presidente golpista e ilegítimo sem voto Michel Temer e o flagrante do repórter Lula Cardoso Marques, do jornal O Globo, de planilhas do Ministério da Agricultura nas mãos do deputado Darcísio Perondi, do MDB gaúcho, a coisa ganhou sentido.
Não fossem esses eventos, eu nem sequer estaria falando da atuação da Fiorella Mattheis como uma espécie de Andressa Urach rejuvenescida. Financiada pela Ancine, que também fiscaliza os canais pagos, “Rua Augusta” poderia estar se passando na Brasília dos presidiáŕios Geddel Vieira Lima, Paulo Maluf e Henrique Eduardo Alves, só para citar quadros que fizeram parte do golpe parlamentar de 2016, engendrado pela Rede Globo e pela Fiesp. Ou na Avenida Paulista dos patos amarelos dos batedores de panela que bradavam rancores contra a esquerda e Cuba.

O2 Filmes/TNT/Divulgação

Em termos de essência e de conteúdo, o roteiro de Rua Augusta remete de imediato ao jornalismo pernicioso que as redes abertas e jornalões praticaram no showzinho da prisão do ex-presidente Lula, na noite do sábado (7), com direito a fogos de artifício e raio laser dos idiotas de camisa da Seleção, vizinhos ou não da Superintendência da Polícia Federal no Estado do Paraná. Não o de Raíssa Santana, que é baiana, a despeito de sua família ter fugido dos horrores da seca em Itaberaba. Mas os dois juízes que pensam que estão em avant-première de filme da Globo.
A parábola entre Rua Augusta e a forma da água das propagandas da Sabesp veiculadas no Acre, fora de sua área de concessão, é gritante. Expõe um Brasil fratricida, rachado pelos idiotas de camisa da CBF e bandeira nacional, deturpando os símbolos nacionais em nome de um projeto midiático de psicose alimentada e expandida desde 2002. E desde então só incrementada com o movimento Cansei, a turma do Vem Pra Rua e do Revoltados Online e do Quadrilhão do MDB no Decreto dos Portos. Guillermo del Toro ficaria envergonhado com tal comparação. Até sábado.

Fotos TNT/Divulgação e AFP/Getty Images


Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (7/4)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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