Operação da PF mira ex-patrocinadora do Miss Brasil da Band


Buscas na Hypermarcas foram autorizadas pelo ministro do STF Edson Facchin

Da redação TV em Análise


Há suspeitas de que a eleição de Melissa Gurgel como Miss Brasil 2014 tenha sido comprada pela quadrilha de Eunício instalada na empresa. PF também investiga contratos da Enter< para o concursoLucas Ismael/Band/Divulgação/30.09.2014


Agentes da Polícia Federal fizeram buscas em sedes da Hypermarcas (agora chamada Hypera) nas cidades de São Paulo, Fortaleza e Goiânia. Elas fazem parte da Operação Tira-Teima, deflagrada por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luíd Edson Fachin, 60, que investiga vínculos da companhia com um suposto esquema de corrupção comandado pelo presidente do Congresso Nacional, Eunício Oliveira (MDB), 65.
Entre 2009 e 2014, a Hypera foi patrocinadora do Projeto Miss da Rede Bandeirantes, que engloba as transmissões dos concursos Miss Brasil, Miss Universo e concursos estaduais. Há indícios de que o esquema de Eunício tenha pago as sedes do Miss Brasil em 2012 e 2014, além, de ter comprado jurados para a eleição de Melissa Gurgel como Miss Brasil 2014. De acordo com a PF, há indícios de que o grupo político de Eunício tenha comprado votos de jurados preliminares do Miss Universo 2014 para que Melissa se classificasse entre as 15 semifinalistas, o que de fatp acabou acontecendo.
De acordo com o jornal Valor Econômico, a operação investiga doações irregulares da Hypera à campanha de Eunício ao Governo do Ceará, no ano em que Melissa Gurgel venceu o Miss Brasil. Em nota, a assessoria da Hypera “não é alvo de nenhum ṕrocedimento investigativo, nem se beneficiou de quaisquer atos praticados isoladamente” por ex-executivos da empresa, delatados junto ao Ministério Público Federal.
A direção da Rede Bandeirantes informou que não é alvo de nenhum procedimento da Operação Tira Teima e esclareceu que os contratos relativos ao Miss Brasil 2012 e Miss Brasil 2014 foram, assinados com o Governo do Estado do Ceará e a Prefeitura de Fortaleza “dentro da lei”. Mesmo assim, a PF quer saber da Band que vantagens teria recebido do grupo político de Eunício para realizar o concurso no Ceará. Os dois eventos foram organizados pela Enter, empresa de eventos que a Band fechou em janeiro de 2016, no Centro de Eventos do Ceará, cuja construção, pela empresa Galvão Engenharia, passou a ser alvo de uma das fases da Operação Lava Jato, que investigava contratos com a Petrobras.

Pague Menos

Outra empresa que patrocinou a realização do Miss Brasil 2012 e 2014 em Fortaleza, a Pague Menos, também é alvo de investigações de outras operações da Polícia Federal. Seu fundador e proprietário, Deuimar Queiroz, pode ser preso a qualquer momento por ter perdido em segunda instância o processo em que é acusado de crimes contra o sistema financeiro. A Pague Menos comprou uma das cotas de patrocínio das transmissões do Miss Brasil que a Band fez no Ceará. A reportagem do Críticas aguarda resposta da defesa de Deusmar e da assessoria de imprensa do Grupo Pague Menos.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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