Esquema de Paulo Preto na Dersa comprou diretores da MUO para que São Paulo sediasse o concurso Miss Universo 2011


Constatação é do núcleo paulista da Operação Lava Jato, que já estuda investigar o Grupo Bandeirantes de Comunicação

Da redação TV em Análise

TV Globo/Reprodução/06.04.2018


O esquema de corrupção liderado por Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, operador do PSDB na Operação Lava Jato, comprou os votos de oito dos 19 diretores da Miss Universe Organization para que a cidade de São Paulo sediasse a 60ª edição do concurso de Miss Universo, realizada no dia 12 de setembro de 2011. A constatação é do núcleo da Operação Lava Jato na Superintendência Regional da Polícia Federal no Estado de São Paulo, que já estuda abrir uma investigação contra o Grupo Bandeirantes de Comunicação, por ter tomado parte no esquema, oferecendo propina para os diretores da MUO e também para seu então proprietário, o presidente americano Donadl Trump, 71.
De acordo com a denúncia, políticos do PSDB e do DEM teriam sido favorecidos com o propinoduto operado por Paulo Preto, que desviou recursos da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.), estatal paulista de rodovias, entre eles o então prefeito Gilberto Kassab, hoje no PSD, como ministro da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações do governo golpista, ilegítimo e sem voto de Michel Temer.
Estima-se que R$ 2 milhões tenham saído dos cofres da Dersa para dar apoio logístico ao deslocamento de candidatas para fora da cidade de São Paulo. Na prática, o dinheiro serviu para esquentar contas de paraísos fiscais de políticos do PSDB, DEM e de outros partidos que apoiavam o governador Geraldo Alckmin em seu mandato no Palácio dos Bandeirantes iniciado em 1ª de janeiro de 2011. Foi nesse mandato que Alckmin, pré-candidato tucano à sucessão de Temer, recebeu as candidatas do Miss Universo 2011.
A assessoria jurídica do Grupo Bandeirantes de Comunicação informou que não irá comentar a denúncia da PF relativa ao Miss Universo 2011 e informou que os contratos do concurso “foram feitos dentro da Lei, obedecendo aos trâmites exigidos pelo Foro de Nova York, local onde se resolveram as negociações (para o certame)”. A defesa de Donald Trump alega que os fatos citados “são anteriores ao seu mandato” e Trump não pode ser responsabilizado por estes. A reportagem do TV em Análise Críticas não conseguiu localizar as defesas dos demais citados nesta reportagem, inclusive a de Paulo Preto.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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