Record desconfia de ligações de Geraldo Luís com o PT e já acena com o cancelamentro definitivo do Domingo Show


Emissora também estuda demitir jornalistas lulistas

Da redação TV em Análise

Record TV/Reprodução


A Rede Record de Televisão já estuda rescindir contratos de apresentadores e jornalistas com ligações diretas ou indiretas com o Partido dos Trabalhadores (PT) e com o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, 72, condenado pelo caso do triplex do Guarujá. Entre os profissionais que estão na alça de mira da Record para perderem o emprego estão o apresentador Geraldo Luís, 46, na emissora desde 2006. Ele é o titular do programa Domingo Show. Uma ala da emissora mais ligada ao presidente ilegítimo Michel Temer, 77, e ao PRB, partido de sustentação da Igreja Universal, cujo líder, Edir Macedo, 73, é dono da Rede Record, enxerga viés petista nas matérias mais assistencialistas que o programa veicula. Esse espaço irá ser cortado. Em março, o Domingo Show já tinha perdido duas de suas quatro horas originais de duração que tinha desde a estreia, em março de 2014.
A Record também analisa a situação dos jornalistas Paulo Henrique Amorim, Luis Carlos Azenha e Rodrigo Vianna, todos com fortíssimas ligações com o PT e com políticos do partido já presos em diversas fases da Operação Lava Jato, como o ex-ministro Antônio Palocci e o ex-tesoureiro da legenda, João Vaccari Neto, ambos condenados por ordem do juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba. As sentenças dos dois e de Lula já foram confirmadas pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, sediado em Porto Alegre.
O diretor de jornalismo da Record, Douglas Tavolaro, já foi colocado a par da situação, que atinge também editores e produtores de reportagens investigativas, inclusive os que participaram de matérias contra a FIFA, a Rede Globo de Televisão e empresas e anunciantes a elas ligados. Formalmente, a Record avalia as eventuais demissões como contenção de gastos, mas na prática elas representam retaliação aos petistas que estão na Record desde 2006, principalmente após a demissão de Boris Casoy por comentários sobre o mensalão petista de 2005 no Jornal da Record, que ele ancorava. Após a saída de Casoy, o JR sofreu mudanças para agradar aos governantes de plantão – Lula, Dilma Rousseff e Temer.
Devido às ligações de Geraldo Luís com o PT, a Record já estuda cancelar o Domingo Show, mas não pode fazê-lo de imediato devido a compromissos comerciais previamente assumidos. O Domingo Show, a despeito de seus bons índices de audiência, deverá sofrer novos cortes de tempo e espaço e só sairá do ar após o fim dos contratos comerciais com anunciantes que incluem a Polishop, dona do concurso de Miss Brasil ao lado da Band e da Endeavor.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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