Assunto da semana: Verde, amarelo, azul, branco e hipócritas


Imprensa tratou Lula como um Menendez do True Crime

Fotos Getty Images e NBC/Divulgação


A impressionante idiotice de alguns asnos que foram às ruas vestidos com camisas da Seleção Brasileira de Futebol saudar o show de horrores que foi o julgamento do habeas corpus do ex-presidente Lula no Supremo Tribunal Federal apenas denota o apequenamento de uma imprensa irresponsável e inconsequente, pautada pelas mentiras do Jornal Nacional e do consórcio da mídia golpista, formado por Globo, Record, Band, SBT e RedeTV!, apenas para citar as televisões. Parecia cena da minissérie Law & Order: True Crime – The Menendez Murders.

Fotos Bloomberg via Getty Images e NBC/Divulgação

À semelhança da minissérie (FOX Premium 1, domingo, 20h45, 14 anos), o julgamento do HC de Lula tem em muito uma juiza fanfarrona. Trocou-se no caso a atriz Edie Falco pela ministra Carmem Lúcia. E mudou-se o roteirista de René Balcer para Luís Edson Facchin, nomeado no primeiro governo de Dilma Rousseff. De um assassinato de um casal por dois jovens na década de 1980, em Los Angeles, se mudou rapidamente para o famoso triplex da construtora OAS numa canetada do juiz Sérgio Moro, que pensava que iria reescrever os livros de História do Brasil.
A monstruosidade e a crueldade das coberturas jornalísticas dos canais pagos Globo News e Band News, os mais ativos do segmento, rememorou à cena em que um O.J. Simpson aparece chorando diante de Kyle Menendez, que aguardava na cadeia julgamento pelos assassinatos dos pais. Natuzas, Pelajos e outras chacretes da desinformação abriram as portas para o maior circo de erros judiciários que a mídia fabricou desde os irmãos Naves, retratados com propriedade em filme do cineasta Luís Sérgio Person, pai das apresentadoras de tevê Marina e Domingas.
A imbecilidade e boçalidade de elementos do colunismo político do eixo Rio-São Paulo-Brasília ultrapassou os limites do respeito ao telespectador, assinante e às instituições democráticas de Direito. Usaram telejornais de concessões públicas de radiodifusão de sons e imagens para instar uma reedição malfeita da Marcha com Deus e pela Família, patrocinada pela Fiesp e pela Febraban. Se a diretora Lesli Linka Glatter (Homeland) visse as cachorradas das meninas da Globonews, ficaria horrorizada. Chamaria o Procon, a Insetisan e a Vigilância Sanitária. Até sábado.


Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (7/4)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Circo de horrores, Coluna da Semana, Imprensa, Jornalismo, Minisséries e telefilmes, Poderes ocultos, Podres poderes e marcado , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s