MUO aplica censura verbal a Steve Harvey e apresentador não poderá mais dar declarações aobre erro do Miss Universo ’15


Medida foi tomada após ‘mea culpa’ em programa em que recebeu Pia e Ariadna

Da redação TV em Análise

John Locher/Associated Press/20.12.2015


A Miss Universe Organization decidiu punir o apresentador Steve Harvey, 61, com uma censura verbal após ter usado seu programa de televisão, no início de 2016, para pedir desculpas pelo erro de leitura do resultado da 64ª edição do concurso de Miss Universo, realizada no dia 20 de dezembro de 2015, emk Las Vegas. A decisão foi tomada após Harvey ter dado entrevistas posteriores a meios de comunicação tratando do assunto, mesmo nos meses que antecederam a 65ª edição do Miss Universo, realizada em 29 de janeiro de 2017, em Manila.
A punição a Harvey só veio a público agora, depois que representantes da William Morris Endeavor, empresa controladora do concurso, advertiram Harvey do perigo de tratar do assunto em edições do Miss Unioverso que viesse ou venha a apresentar futuramente. A presidenta da MUO, Paula Shugart, confirmou a punição a Harvey, que também não poderá mais usar o programa de entrevistas que leva o seu nome para tratar do ocorrido no Miss Universo 2015. O erro de resultado que desfavoreceu a colombiana Arioadna Gutiérrez e deu o título para a filipina Pia Wurtzbach foi apurado por uma comissão interna da MUO, que concluiu pela censura verbal, para não prejudicar o compromisso contratual com o concurso, que vale até 2020, com extensão até 2022.
A comissão da MUO não constatou negligência de nenhum membro da equipe de produção que estava no Miss Universo 2015 quando do anúncio do resultado. Toda a responsabilidade foi colocada em Harvey e em um produtor novato, que não o treinou adequadamente. O produtor que foi conivente com o erro acabou demitido.
De acordo com a comissão, não foram constatadas irregularidades no processo de classificação das 15, 10 semifinalistas, cinco e três finalistas. O terceiro lugar para a norte-americana Olivia Jordan foi mantido. Também não foram encontrados indícios de fraude na classificação da brasileira Marthina Brandt e de outras sete candidatas.
Através de sua assessoria, a FOX Broadcastinh Company, geradora do Miss Universo 2015, pediu “desculpas aos telespectadores, aos torcedores e aos familiares das candidatas pelos transtornos causados”. A emissora apoiou o tempo todo a investigação da MUO sobre o caso Harvey/Pia/Ariadna, “que deu alegria a um lado (o da filipina) e gerou aborrecimentos e tristeza a outro (o da colombiana). As Filipinas estavam sem vencer o Miss Universo desde 1973, quando Margarita Morán venceu o título em Atenas. A FOX também estendeu o pedido de desculpas às 24 emissoras internacionais que transmitiram o evento em 34 idiomas, entre elas a brasileira Rede Bandeirantes.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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