Polishop proíbe Miss Brasil Monalysa Alcântara de postar em redes sociais sobre vereadora do PSOL assassinada no Rio


Marielle Franco foi a 5ª candidata mais votada em 2016 e criticava intervenção federal em favelas ordenada por Temer

Da redação TV em Análise

Fotos Organização Miss Brasil Universo/Divulgação e PSOL/Divulgação


Em meio às inúmeras manifestações em redes sociais sobre o assassinato covarde da vereadora Marielle Franco (PSOL) na noite da quarta-feira (14), no bairro da Lapa (centro do Rio de Janeiro), uma se fez sentir muito ausente, a da Miss Brasil 2017, Monalysa Alcântara, 19. Negra como Marielle, Mona foi impedida pela Polishop, sócia da Organização Miss Brasil Universo junto com o Grupo Bandeirantes de Comunicação e a empresa americana Endeavor, de produzir posts nos perfis da miss em redes sociais sobre o crime macabro, cuja investigação é disputada a tapa pela Polícia Federal e pela interventoria federal da Polícia Civil do Rio de Janeiro.
Marielle, vereadora de primeiro mandato, foi a quinta candidata mais votada na cidade do Rio de Janeiro nas eleições municipais de 2016. Criticava abertamente em redes sociais a truculência do Exército Brasileiro nas incursões em favelas, inclusive a da Maré, onde nasceu e foi criada. O silêncio de Mona diante desse crime covarde é uma mostra de que Band, Polishop e Endeavor são coniventes com a “normalidade” de um crime hediondo, macabro e bárbaro como esse, que atinge em cheio a defesa dos direitos humanos.
Outras candidatas ao Miss Universo 2017, negras como Marielle, negras como Monalysa, inclusive a norte-americana Kára McCullough, nascida em Nápoles, também se calaram em suas redes sociais e nas de seus respectivos concursos nacionais. O Miss Brasil também proibiu Monalysa de usar as redes sociais do concurso de tratar do assassinato da vereadora.
A proibição da Polishop a Monalysa contratsa com seu envolvimento nos movimentos sociais. Como Marielle, Mona é ativista de movimentos de direitos humanos. Sua mãe tomou a dianteira na defesa da Miss Brasil 2017 quando sofreu ataques horrendos em redes sociais quando de sua confirmação no Miss Universo 2017 e, principalmente, em função de sua vitória por cinco votos a um em votação nominal sobre a gaúcha Juliana Mueller.
Após a finalização desta matéria, Mona driblou a proibição da Polishop e postou mensagem sobre o assassinato de Marielle em sua conta no Instagram. Veja a imagem abaixo

Captura de Tela/Instagram/Monalysa Alcântara

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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